Em pronunciamento feito nesse último sábado (3), Marilene Saade respondeu às acusações das enteadas, Cássia e Gaya Piovesan, formalizadas à Justiça no fim de setembro. As herdeiras apontam que ela isolou Stênio Garcia, dificultou o contato familiar e modificou o regime patrimonial do casal. A atriz negou todas as imputações, prometeu apresentar provas documentais e destacou que a briga judicial tem raízes em um litígio imobiliário.
Relação familiar: Marilene refutou o isolamento do ator, afirmando que sempre fomentou a convivência entre pai e filhas. “Eu fui a pessoa que uniu”, pontuou, citando viagens e passeios promovidos por ela, como as sugestões para destinos internacionais e churrascos no sítio.
Origem do distanciamento: Segundo a atriz, o afastamento iniciou em 2019 motivado por descontentamento das herdeiras com cortes em uma mesada. “Elas começaram a enfernizá-lo por causa da diminuição da mesada”, relatou.
Regime de bens inalterado: Questionando as alegações sobre mudança patrimonial, ela esclareceu o formato legal da relação: “Eu não mudei o regime. Eu tenho união estável, não é um casamento no civil”. E reforçou: “Sempre foi, é e continuará sendo uma união estável com separação total de bens e cláusula de incomunicabilidade e impenhorabilidade”, justificando que já possuía bens próprios herdados de família: “Antes mesmo de conhecer o Stênio eu já tinha apartamento no meu nome por causa do meu avô, enfim, coisas de família”.
A disputa pelo imóvel em Ipanema: O ápice do conflito envolve um apartamento doado por Stênio às filhas na menoridade, mas sob usufruto vitalício do ator. Conforme a atriz, o estopím foi a descoberta, em 2023, de locações paralelas feitas pelas irmãs sem o aval paterno entre 2018 e 2023. “Elas indevidamente, sem autorização legal, alugaram o imóvel que é de usufruto vitalício”, criticou, classificando a situação como “a grande apunhalada no Stênio”.
Ameaça de processos e acervo probatório: Munida de áudios, mensagens e papéis, Marilene sinalizou irá expor o material judicial publicamente e não descartou ações legais: “Eu talvez seja obrigada, sim, a processá-las, porque eu tenho provas, e quem tem provas tem tudo”.
Enquanto as filhas exigem que Stênio seja ouvido reservadamente e questionam sua defesa jurídica, os representantes legais do ator sustentam, com laudo psiquiátrico, a plena capacidade civil do artista.