Na sexta-feira (2), Márcia Goldschmidt usou as redes sociais para criticar a condução da transmissão em que Carol Lekker comunicou a Adryana Ribeiro, recém-eliminada de A Fazenda 18, sobre o falecimento do cantor Rick (da dupla com Renner). O óbito foi revelado na reta final da Cabine de Descompressão, quase no encerramento comandado por Christina Rocha, gerando forte repercussão negativa na web.
Visivelmente indignada com o episódio, Márcia ironizou a condução da entrevista e questionou o critério de escolha dos profissionais que ganham espaço na telinha:
“A nova Hebe. Se o critério é constranger a convidada, atualizaram errado a definição de apresentadora. Me sinto ofendida, juro por Deus”, disparou.
Para a veterana, o cerne do erro reside na sensibilidade e no timing inadequado: “Ah, mas a televisão não pode dar notícias fortes. Pode. Sim, pode. Saber como e quando dar a notícia. Saber se notícia desse tipo acrescenta alguma coisa no conteúdo que está sendo apresentado, ou se apenas falta de noção e contexto”.
Fazendo uma distinção clara de comportamento, alfinetou: “Tem uma diferença entre personalidade forte e despreparo. Personalidade forte aguenta qualquer entrevista, e despreparo torna as entrevistas difíceis”.
Márcia lamentou que o engajamento digital tenha se tornado passaporte para a televisão: “Agora ter fama fazendo qualquer coisa vira credencial profissional. São seguidos pelo escândalo, compartilhados pela grosseria, e depois perguntamos: ‘Como é que essa pessoa ganhou um microfone?’”.
Colocando-se no centro da discussão, a comunicadora expôs a escassez de oportunidades para profissionais capacitados: “Enquanto isso, uma categoria que já existiu, chamado apresentador experiente, comunicador de verdade tá por aí sem trabalho. Me incluo nessa. Gente que pensa antes de falar, sabe ouvir, escutar, discordar e perceber quando o tema não cabe”. Encerrando o seu posicionamento severo, ela lamentou o rumo da classe: “Os jornalistas devem estar de luto”.