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De 0 a 10: Ex-ministra de Lula, Marina Silva perde disputa ao Senado por SP; qual sua nota?
A origem institucional ocorreu em 1989, quando conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Rio Branco
05/10/2026 12h21
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Wenderson Araujo/Valor

A parlamentar federal e ex-titular da Pasta do Meio Ambiente na gestão petista, Marina Silva (Rede), não obteve êxito na corrida desse último domingo (4) por uma cadeira no Senado Federal representando o estado de São Paulo. Aos 68 anos, a figura pública carrega uma trajetória marcada pelo ativismo ecológico, tendo nascido em uma comunidade seringueira no interior do Acre, onde enfrentou severas adversidades de saúde na juventude, superando surtos de malária, hepatite e intoxicação por substâncias metálicas.

A origem institucional ocorreu em 1989, quando conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Rio Branco. Anos mais tarde, em 1991, assumiu como deputada estadual e, em 1994, com 35 anos de idade, elegeu-se senadora pelo Acre sob a legenda do Partido dos Trabalhadores. Após garantir um novo mandato no parlamento em 2002, licenciou-se da função legislativa para chefiar o Ministério do Meio Ambiente logo no início da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O desligamento da Esplanada dos Ministérios ocorreu em 2008, impulsionado por impasses internos. Na ocasião, a ex-ministra formalizou a renúncia por meio de um documento no qual apontava obstáculos na tramitação da pauta sustentável e resistência institucional dentro da máquina pública. No ano seguinte, oficializou o desligamento partidário do PT para integrar as fileiras do Partido Verde (PV), legenda pela qual concorreu à Presidência da República pela primeira vez em 2010, alcançando a terceira colocação e somando cerca de 20% dos sufrágios em pleito disputado contra Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).

Campanhas Presidenciais e Retorno ao Executivo

No pleito de 2014, integrou a chapa encabeçada por Eduardo Campos (PSB) na condição de vice, assumindo a liderança da candidatura após o falecimento do político pernambucano em um desastre aéreo. Alvo de intensa artilharia petista durante o processo eleitoral, repetiu o terceiro lugar com 21,32% dos votos, ficando atrás de Dilma e Aécio Neves (PSDB). Em 2018, tentou novamente o Planalto pela Rede Sustentabilidade, sigla que ajudou a criar e à qual permanece vinculada, obtendo 1% do eleitorado.

O reatamento político com o atual presidente deu-se no segundo turno de 2022. Na mesma eleição, elegeu-se deputada federal por São Paulo, licenciando-se do cargo legislativo para reassumir o comando ministerial do Meio Ambiente, onde liderou por quatro anos as iniciativas de reestruturação das políticas de preservação e as medidas que culminaram na queda dos índices de desmatamento na Amazônia.