PF investiga se governo Trump interfere nas eleições do Brasil

A movimentação policial teve início após a Advocacia-Geral da União (AGU) acionar a corporação e a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 1º de outubro, diante de indícios de financiamento oriundo da gestão de Donald Trump

05/10/2026 às 12h48
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
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Reprodução: Reuters/Kevin Lamarque
Reprodução: Reuters/Kevin Lamarque

Durante visita oficial realizada nesse último domingo (4) ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICC), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, confirmou que a instituição apura denúncias relativas à ingerência estrangeira no pleito brasileiro. A movimentação policial teve início após a Advocacia-Geral da União (AGU) acionar a corporação e a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 1º de outubro, diante de indícios de financiamento oriundo da gestão de Donald Trump com o intuito de interferir nas votações do país e desacreditar o Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do Metrópoles.

A respeito da diligência instaurada, o chefe da corporação esclareceu: “Nós recebemos de fato uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) sugerindo a apuração de interferência externa nas eleições brasileiras, o que é crime na legislação eleitoral. Isso foi analisado pela nossa área técnica ontem (sábado (3) e,encaminhado para a diretoria de inteligência, que é quem vai conduzir a investigação”.

No balanço sobre a segurança do escrutínio, Andrei pontuou que o processo transcorre pacificamente em território nacional, sem ocorrências graves além das previsíveis. Até a manhã do domingo, a atuação da PF resultou na apreensão de mais de R$ 350 mil em dinheiro vivo, montante com indícios de vinculação ao crime de corrupção eleitoral e compra de votos.

Apuração sobre a Embaixada Norte-Americana

O dirigente também abordou o comunicado emitido pela Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, que suspendeu temporariamente as atividades consulares em solo brasileiro alegando razões de segurança. Em 1º de outubro, o corpo diplomático havia recebido orientações para atuar em regime de teletrabalho em virtude de uma suposta ameaça direcionada à representação.

Sobre a resposta policial ao caso, o diretor-geral declarou: “Recebemos a comunicação da Embaixada dos Estados Unidos e, como é o nosso dever, atuamos para apurar alguma veracidade daqueles dados que nos foram encaminhados. Cumprimos as medidas judiciais, num processo sigiloso, e, de fato, não comprovamos nenhum elemento concreto que apontasse um risco efetivo para esta Embaixada ou para qualquer outra”.

Conforme detalhado pela autoridade, um mandado de busca e apreensão expedido no âmbito do inquérito foi cumprido no sábado (3), resultando na ausência de quaisquer vestígios ou materiais que comprovassem o perigo relatado.

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