O meio futebolístico amanheceu consternado na segunda-feira (5) com a notícia do falecimento de Carlos Alberto Dias, ex-meia-atacante e atual treinador de futebol, vítima de complicações de saúde. Natural de Brasília, ele construiu uma trajetória marcante nos gramados nacionais ao defender os quatro gigantes do Rio de Janeiro: Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama.
Entre os momentos áureos de sua carreira como atleta, destaca-se o tento histórico marcado com a camisa alvinegra na final do Campeonato Carioca de 1990, assegurando o triunfo por 1 a 0 sobre o rival Vasco e o caneco estadual para General Severiano, além de ter integrado o elenco vice-campeão brasileiro em 1992.
Ao longo de sua jornada como jogador, Carlos Alberto vestiu as cores de outras expressivas agremiações do país, a exemplo de Coritiba, Grêmio, Paraná Clube e Ceará. Seu desempenho o levou, ainda em 1992, a ser convocado para vestir a camisa da Seleção Brasileira pelo técnico Carlos Alberto Parreira, período em que acumulou partidas pela equipe nacional.
Após encerrar sua trajetória dentro das quatro linhas, adentrou na carreira de técnico, comandando diversos esquadrões pelo país, como Gama, Castanhal, Frei Paulistano, Humaitá e, por fim, o Ypiranga. Ele havia sido contratado pela diretoria do clube pernambucano em julho para dirigir a equipe na disputa do campeonato regional.
Com 59 anos de idade, o ex-atleta faleceu após uma rápida e grave deterioração de seu estado clínico. Tudo começou no último sábado (3), quando ele apresentou um quadro inicial de exaustão extrema, acompanhado de febre, episódios de vômito e diarreia. No domingo pela manhã (4), diante da persistência do mal-estar, buscou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de onde recebeu alta após medicação e melhora momentânea.
No entanto, por volta das 22h do mesmo domingo, o quadro se agravou severamente com o surgimento de fortes dores no peito. Retornando à UPA, foi imediatamente transferido para uma avaliação cardiológica de urgência no Hospital Mestre Vitalino, situado em Caruaru (PE), mas infelizmente acabou não resistindo.
Em nota oficial, a diretoria do clube pernambucano detalhou o ocorrido e prestou solidariedade:
“O Ypiranga lamenta profundamente o falecimento do seu treinador Carlos Alberto Dias, aos 59 anos, ocorrido nesta segunda-feira (05). Carlos Alberto apresentou, no sábado, um quadro de fadiga, febre, vômitos e diarreia, sendo medicado. No domingo pela manhã, ele deu entrada na UPA de Santa Cruz do Capibaribe, por persistência dos sintomas, sendo medicado e, posteriormente, liberado após melhora dos sintomas. Ainda na noite do domingo, por volta das 22h, o treinador voltou a se sentir mal com dor no peito (dor torácica) e retornou à UPA, sendo avaliado, e em seguida, encaminhado ao Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, para avaliação cardiológica, mas, infelizmente, não resistiu. Durante todo o período, o Ypiranga esteve prestando assistência ao treinador e mantendo-se à disposição para oferecer todo o suporte necessário, acompanhando de perto a situação e dando o apoio possível a Carlos Alberto Dias. Carlos Alberto já possuía histórico de procedimento cardiológico há aproximadamente 10 meses.Neste momento de profunda dor, o Ypiranga se solidariza com seus familiares, amigos, atletas, comissão técnica e todos que tiveram a oportunidade de conviver com Carlos Alberto Dias”.