
O deputado federal reeleito por Minas Gerais, Nikolas Ferreira (PL), que alcançou a marca de parlamentar mais votado de todo o país, utilizou suas plataformas digitais para contra-atacar as declarações desferidas pela primeira-dama Janja da Silva e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o período de campanha eleitoral.
Logo após a consolidação dos resultados do pleito, onde obteve a impressionante marca de 3.119.318 sufrágios em território mineiro ( representando 24,7% do eleitorado estadual e superando com folga seus 1.492.047 votos de 2022), o deputado publicou uma gravação rebatendo os insultos. Durante comício realizado em Salvador em 29 de setembro, Janja havia se referido ao parlamentar em tom pejorativo:
“Eu sou do Paraná, não sei se vocês sabem, e lá no Paraná a gente costuma chamar os meninos de piá e quando eles fazem alguma coisa errada, a gente chama de piá de bosta”.
Em resposta ao rótulo pejorativo, o congressista disparou em seu vídeo:
“Nunca subestime um piá”.
No mesmo evento na capital baiana, o presidente Lula desferiu ofensas diretas ao chamá-lo de “canalha”, termo que encontrou pronta retaliação por parte do deputado: “Canalha é quem foi preso por corrupção”, disse Ferreira.
Paralelamente, o cenário político também foi marcado pela repercussão de um trecho de discurso presidencial proferido em Belém (PA), cujo conteúdo gerou forte polêmica nas redes sociais após ser compartilhado fora de seu contexto original, gerando interpretações distorcidas sobre abusos.
Tentando justificar a fala, o chefe do Executivo alegou que abordava a resistência masculina em realizar exames preventivos de próstata em comparação à coragem feminina nos exames de rotina:
“Eu estava contando a história que o homem tem dificuldade de fazer exame para saber se ele tem câncer de próstata. Um monte de preconceito. Quem tem marido sabe como é. Eu estava contando isso e eu quis fazer uma comparação, como é que as mulheres são corajosas, porque as mulheres não têm medo de fazer exame”, disse Lula no evento.
Apesar da justificativa, o episódio foi duramente criticado por Nikolas nas redes sociais, onde o parlamentar classificou a manifestação presidencial como incorreta e repulsiva, argumentando sobre a gravidade da repercussão perante o público infantil e a sociedade.