Um dia após consolidar seu nome na história política ao se converter no deputado federal mais votado no estado de São Paulo, Lucas Pavanato (PL-SP) celebrou o feito creditando o resultado a Deus e à sua postura de comunicação direta com o eleitorado. Em sabatina concedida ao programa Live CNN, o parlamentar eleito autodefiniu-se como uma antítese aos políticos tradicionais que priorizam falas corporativas:
“Preocupados em fazer um discurso formal, bonitinho, ajustado, muitas vezes direcionado por marqueteiros”. Ao destacar sua vertente religiosa, Pavanato pontuou que: “Deus escolhe pessoas inesperadas para surpreender as autoridades e as elites corruptas de um país”.
Com o desfecho do pleito realizado no último domingo (4), Pavanato e o mineiro, Nikolas Ferreira (PL-MG), escreveram seus nomes na história legislativa brasileira ao figurarem como os dois candidatos à Câmara dos Deputados mais votados de todos os tempos. O representante paulista atingiu a marca impressionante de 3.038.438 sufrágios, ficando logo atrás do recordista nacional, Nikolas, que obteve 3.119.318 votos.
Analisando a afinidade política com o aliado mineiro, Pavanato destacou o fator unificador de suas trajetórias:
“Preocupação em ter um discurso autêntico, falar aquilo que realmente a gente é, aquilo que realmente a gente acredita”, enfatizou.
Ainda sobre sua persona pública, o deputado reconheceu possuir fragilidades humanas, mas ponderou que o eleitor “sabe quem eu sou e no que eu acredito”.
A trajetória meteórica de Pavanato teve início em 2024, quando conquistou uma vaga de vereador na capital paulista ao se tornar o mais votado do município com 161 mil votos. Agora, com a transição para a esfera federal, sua votação expressiva superou por margem superior a 1,4 milhão de votos a colocação da segunda figura mais votada do estado, Erika Hilton (PSOL), que registrou 1,5 milhão de válidos.
Já projetando sua atuação no Congresso Nacional a partir de Brasília, o parlamentar antecipou que pretende mesclar seu perfil combativo à eficiência técnica para viabilizar pautas caras a sua base, elencando entre as prioridades a redução da maioridade penal e o enfrentamento institucional ao STF, classificado por ele como sua “maior pauta”.