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Erika Hilton sobre ocupar a Presidência da República: “Estarei pronta”
A deputada federal declarou em sabatina à CNN Brasil que se empenhará ao máximo para viabilizar a chegada de uma liderança LGBTQIA+ ao cargo mais alto da República
07/10/2026 09h48
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: CNN Brasil
Reprodução: Redes Sociais

Consagrada como a parlamentar federal mais votada da história da Câmara dos Deputados, alcançando a marca de 1,6 milhão de votos no pleito do último domingo (4), a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) declarou em sabatina à CNN Brasil que se empenhará ao máximo para viabilizar a chegada de uma liderança LGBTQIA+ ao cargo mais alto da República.

Durante sua participação no programa CNN 360º nessa última terça-feira (6), a parlamentar comentou sobre as expectativas em torno de sua trajetória política:

"Eu não vou dizer que tenho vontade (de me candidatar a presidente), mas, quando fiz campanha, as pessoas me abraçavam e diziam que eu seria presidente. Eu acho bonito quando, dentro do meu grupo e fora, falam sobre essa possibilidade", disse, complementando em seguida: "Eu farei o que for essencial para que o Brasil um dia enxergue uma pessoa trans, LGBT, como sendo presidente do país".

Apesar do entusiasmo com a repercussão popular, a deputada ponderou que a sociedade brasileira ainda precisará superar barreiras profundas de preconceito de gênero antes de concretizar esse passo histórico.

Diante desse cenário, ela afirmou: "Torço para que, se um dia essa proposta se apresentar e os partidos acharem que eu posso ocupar esse lugar, eu não me exima, pois não é o ódio que pode me impedir de ocupar lugares que podem ser históricos." E acrescentou sobre o panorama legislativo: "Vocês viram a composição do Congresso, uma composição muito difícil, e que vamos precisar de muita energia".

Articulação da Esquerda e o Cenário Legislativo

A representante do PSOL chamou a atenção para o fortalecimento das legendas de centro-direita e direita na próxima legislatura, sublinhando a urgência de uma reestruturação estratégica nos partidos progressistas.

"Estamos falando de avanços de pessoas ligadas ao Banco Master, o próprio Flávio Bolsonaro. Então, os partidos de esquerda precisam se organizar para que possam avançar e possam também perceber onde precisam atualizar suas plataformas, suas linguagens, seus quadros etc., fazer uma escolha acertada de como vamos valorizando esses quadros dentro do partido", pontuou.