
Em agenda realizada na última terça-feira (6) em Goiânia, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) comemorou o perfil conservador da nova legislatura e sinalizou a intenção de impulsionar transformações estruturais na Constituição brasileira, contando com o apoio formal do governador goiano Ronaldo Caiado (PSD) e do reeleito chefe do Executivo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
"O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara, para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar esse país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição", declarou o postulante ao Planalto.
Impulsionado pela expressiva representatividade conquistada pelo seu partido nas urnas, detendo 121 assentos na Câmara dos Deputados (equivalente a 22,8% do total) e 28 vagas no Senado (cerca de 28% da composição da Alta Casa), o candidato argumenta que essa força parlamentar servirá como alicerce para abrir caminho a novos aportes financeiros externos, prometendo estender o "tapete verde amarelo para trazer muito investimento".
Para que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) seja validada pelo Parlamento, a legislação exige o aval de três quintos dos membros em duas rodadas de votação em cada uma das Casas. Isso significa alcançar o patamar mínimo de 308 votos na Câmara dos Deputados e 49 apoios no plenário do Senado Federal.