Na noite de segunda-feira (5), a primeira-dama Janja Lula da Silva utilizou as plataformas digitais para externar fortes ressalvas contra a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Impulsionada pela repercussão de um vídeo recente envolvendo o parlamentar e sua esposa, a socióloga alertou para possíveis ameaças aos direitos femininos.
"Votar em Flávio Bolsonaro é incentivar que crianças tenham armas. É permitir que mulheres sejam silenciadas", registrou a esposa do presidente na postagem.
Aprofundando os questionamentos, Janja confrontou a conduta pública do candidato e estimulou seus seguidores a refletirem sobre os desdobramentos de uma eventual gestão dele no comando do país:
"Pensa comigo: se ele faz isso ao vivo, com a sua própria mulher, imagina o que ele é capaz de fazer quando ninguém está vendo? Imagina o que é capaz de fazer com as mulheres brasileiras?", argumentou.
Reprodução: Redes Sociais
Além do debate voltado à segurança e dignidade das mulheres, a primeira-dama relacionou o projeto político do adversário governista ao fomento do armamento civil, ecoando novamente a frase: “incentivar que crianças tenham armas”, menção feita a peças publicitárias e recortes que circularam no período de campanha.
No decorrer de seu desabafo, Janja sustentou que a ascensão de Flávio ao Palácio do Planalto resultaria em “normalizar políticos que querem enriquecer às custas do povo” e que “não estão nem aí para o povo brasileiro”, embora a postagem não tenha exibido provas ou dados concretos para validar tais alegações.
O manifesto digital encerrou-se com um apelo direto aos eleitores: “Não iremos retroceder!!!”. A investida integra o conjunto de críticas intensificadas pela primeira-dama no contexto da disputa eleitoral em curso.