Em postagem divulgada nas redes sociais, a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, direcionou graves críticas à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Segundo Janja, “votar em Flávio Bolsonaro é incentivar que crianças tenham armas” e equivaleria a “permitir que mulheres sejam silenciadas”.
A manifestação da primeira-dama foi acompanhada de um registro em vídeo no qual o postulante ao Planalto aparece repreendendo a esposa, Fernanda Antunes Bolsonaro, com a frase “segura a sua onda”, momentos antes de um discurso proferido na noite de domingo (4), logo após consolidar a liderança no primeiro turno da disputa presidencial contra Lula. Na publicação, Janja pontuou:
"Pensa comigo: se ele faz isso ao vivo, com a sua própria mulher, imagina o que ele é capaz de fazer quando ninguém está vendo? Imagina o que é capaz de fazer com as mulheres brasileiras?".
Além da dinâmica familiar exibida, a primeira-dama atrelou a imagem do candidato à expansão do armamento voltado ao público infantil. A postagem resgatou imagens capturadas na cidade de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal (RN), onde uma criança vestindo a camisa da seleção brasileira foi filmada empunhando uma arma para o alto durante comemorações de apoiadores bolsonaristas no último domingo (4). O Estadão Verifica confirmou junto à Polícia Civil potiguar a autenticidade das cenas, que já são alvos de apuração oficial.
Janja argumentou ainda que eleger o parlamentar significaria legitimar figuras públicas desinteressadas nas demandas populares e focadas no enriquecimento próprio às custas da sociedade.
Em contrapartida às críticas, o plano de governo de Flávio Bolsonaro elege a autonomia econômica feminina e o suporte familiar como eixos estratégicos. O projeto destaca:
A estruturação da Central da Mulher, voltada para capacitação profissional, fomento ao empreendedorismo e atendimento socioassistencial integrado.
Medidas para facilitar a inserção de mães no mercado de trabalho por meio da ampliação de creches públicas em período integral e da introdução do voucher-creche na rede privada.
O lançamento do programa "ganha-ganha", desenhado para ofertar crédito facilitado e juros subsidiados em instituições financeiras estatais para mulheres que concluírem capacitações e mantiverem adimplência.
Embora o programa não mencione diretrizes diretas sobre armamento infantil, o documento oficial propõe o endurecimento penal com a redução da maioridade de 18 para 16 anos.