Nesta quarta-feira (7), a governadora do Distrito Federal e postulante à recondução ao cargo, Celina Leão (PP), marcou presença em um encontro do diretório do União Progressista para consolidar o endosso à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) rumo ao segundo turno. Ao deixar a reunião, a mandatária pontuou que o candidato liberal assegurará a harmonia institucional:
“[Nessa reunião] ele traz uma fala que conversa muito com o centro: ‘Não vai ter loucura, não vai ter desequilíbrio, não vai ter desprezo pelas instituições, pelo contrário vai ter reequilíbrio’, essa foi uma fala muito ponderada do nosso presidente, nosso candidato Flávio Bolsonaro. Falando sobre isso, que esses congressistas que foram eleitos e colocam que vão acabar com o Supremo, isso não vai acontecer. O que é da política à política e o que é Judiciário ao Judiciário”, declarou Celina.
A formalização do apoio ocorreu após o partido fechar questão na véspera, obrigando governistas e legisladores da legenda a abraçarem a chapa do PL em âmbito nacional, movimento que, segundo a chefe do Executivo distrital, servirá para atrair o eleitorado ainda vacilante. O evento também serviu para evidenciar o protagonismo feminino na coalizão: “Temos mulheres fortes, com fala e com voz nesse projeto político”, frisou.
Questionada por jornalistas, Celina avaliou que a guinada à direita no Parlamento, combinada a uma eventual vitória de Flávio, injetará fôlego financeiro no Banco de Brasília (BRB). Ela mencionou tratativas internacionais lideradas pelo presidente da instituição, Nelson Souza, em busca de captação de recursos no exterior.
Aproveitando o espaço, a governadora desferiu ataques ao opositor Leandro Grass, classificando-o como desonesto nas divulgações estatísticas e cobrando coerência política: “O Leandro Grass é o maior mentiroso, porque eu acho que ele serve junto com o Lula, né? Ele mente aqui, traz dados falsos. Vamos relembrar. Pior época de violência da história era na época do governo do PT. Pior número de leitos da história da saúde era na época do PT. A maior greve de educação aqui é na época do PT. O mapa do Ministério da Saúde que saiu ontem, qual é o estado que mais opera no Brasil? O DF. Então ele age dando dados soltos, jogando contra o patrimônio do banco. Se ele fosse candidato coerente, ele buscaria junto ao Lula o aval [para o BRB]”.