Alvo de investigações e de uma ação judicial solicitada pelo Ministério Público paulista, a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, enfrenta acusações de invasão de domicílio e agressão contra docentes e colaboradores de uma instituição de ensino. O episódio ocorreu em 14 de janeiro, data em que a parlamentar, acompanhada de aproximadamente quinze indivíduos, entre eles o vereador e correligionário Kleber Ribeiro, invadiu a matriz do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), situada na Praça da República, região central da capital. A motivação inicial do grupo era protestar contrariamente ao reajuste do piso salarial nacional do magistério, parâmetro que na época ainda carecia de oficialização. As informações são do Extra.
Conforme relatos de testemunhas, o ato rapidamente elevou o tom com gritos de protesto e ofensas direcionadas ao presidente Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF). O bate-boca entre os manifestantes, funcionários e educadores escalou até que Eduarda e Kleber passaram a atirar objetos contra os presentes, ameaçando a segurança física de quem estava no prédio. O caso foi devidamente registrado no 3º Distrito Policial, nos Campos Elíseos.
O boletim de ocorrência detalha o episódio: "No dia 14 de janeiro de 2026, um grupo de cerca de quinze pessoas, dentre elas os noticiados, adentraram na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), situado na Praça da República, nesta cidade e comarca da Capital, supostamente para fins de protesto. Ocorre que, durante a manifestação, o grupo passou a proferir “palavras de ordem e expressões agressivas e intimidatórias” contra o sindicato, ao Presidente em exercício e a partidos políticos. Não bastasse, durante o ato, intensificou-se a hostilidade dos indivíduos que “arremessaram objetos (notadamente pés de frango) contra funcionários do local, causando “tumulto”, “constrangimento e risco à integridade física” dos presentes".