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Kátia Abreu questiona espaço de Janja na campanha de Lula: “Maior do que o vice-presidente”
Ex-senadora afirmou que primeira-dama ocupa espaço maior que o vice-presidente e criticou a condução da estratégia eleitoral
08/10/2026 12h51
Por: Mateus Pereira Fonte: Globo
Fotos: redes sociais

A participação de Janja da Silva na campanha pela reeleição de Lula virou motivo de discussão interna na equipe petista. A ex-senadora Kátia Abreu, que coordena a candidatura no Tocantins, questionou o espaço ocupado pela primeira-dama e defendeu uma presença maior do vice-presidente Geraldo Alckmin na estratégia do segundo turno.

A divergência veio à tona após uma reunião realizada na terça-feira (6), em Brasília, para discutir os próximos passos da campanha. As declarações feitas por Kátia no encontro foram reveladas por Bela Megale, de O Globo, e posteriormente confirmadas pela própria ex-senadora em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews.

“A primeira-dama está ocupando um espaço maior do que o vice-presidente. E não querendo desmerecê-la. Ao contrário, querendo enaltecer o vice-presidente Alckmin”, afirmou Kátia.

Em entrevista ao Globo, a ex-senadora explicou que sua preocupação estaria relacionada ao potencial eleitoral de cada integrante da campanha. Na avaliação dela, a experiência de Alckmin poderia ajudar a candidatura especialmente entre empresários, o mercado financeiro e o eleitorado de São Paulo.

Kátia foi ainda mais direta ao avaliar a exposição da primeira-dama. “Não se trata de implicância com ela, se trata de uma implicância com o excesso dela que não está gerando coisas positivas”, declarou. Na sequência, questionou: “Qual é a prioridade: aparecer ou eleger o marido?”.

O gabinete de Janja reagiu à crítica e afirmou que ela continuará participando da campanha com o respaldo de Lula. “Independente do que falem, Janja seguirá na campanha. Sua participação é legítima e sempre respaldada pelo presidente Lula. O objetivo de todos os envolvidos é um só: reeleger o presidente!”, informou.

Kátia também criticou a estratégia de comunicação da campanha e defendeu que mais aliados e representantes de partidos de centro participem das decisões. “Não pode ser o Sidônio dono de tudo, absoluto numa crise desta. Ele falhou”, afirmou ao comentar a centralização da comunicação.