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Lucas Pavanato dispara contra oposição e diz que vai colocá-la “no devido lugar”
Ademais, o parlamentar expressou contentamento diante da reação de indignação manifestada por eleitores contrários após o seu triunfo eleitoral e o da correligionária Eduarda Campopiano (PL), eleita deputada estadual
09/10/2026 10h24
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
Reprodução: Redes Sociais

O legislador paulistano Lucas Pavanato, filiado ao PL e recém-consagrado nas urnas de 2026 como deputado federal pelo estado de São Paulo, ratificou perante a equipe de reportagem do Metrópoles uma declaração polêmica direcionada a opositores da esquerda, a qual rapidamente gerou forte repercussão nas redes sociais.

Em conversa recente, Pavanato pontuou que o campo conservador representa um risco direto aos seus adversários ideológicos, caracterizou o espectro progressista como uma fração reduzida no cenário político e estipulou que sua meta será relegá-los ao “seu devido lugar”.

Ademais, o parlamentar expressou contentamento diante da reação de indignação manifestada por eleitores contrários após o seu triunfo eleitoral e o da correligionária Eduarda Campopiano (PL), eleita deputada estadual, cuja trajetória atrai críticas por posturas anti-feministas e afirmações preconceituosas.

“Deixo aqui meu repúdio pra vocês e dizer que o desespero de vocês me deixa muito feliz. Saber que vocês estão insatisfeitos com a votação da Eduarda, saber que vocês estão preocupados com a minha votação, é exatamente o que eu espero. Porque realmente nós somos uma ameaça pra vocês. Realmente nós temos uma bancada agora forte pra enfrentar a ideologia hegemônica de vocês. Vocês são a minoria, e como minoria a gente vai colocar vocês no devido lugar. Então, o meu papel em Brasília vai ser exatamente pra enfrentar”, declarou.

Contradição conceitual e esclarecimento

Durante a manifestação, o político incorreu em um contraste retórico ao acusar a oposição de sustentar uma “ideologia hegemônica” e, logo em seguida, estigmatizá-la sob a alcunha de “minoria”.

Procurado para prestar esclarecimentos, o vereador enviou nota ao Metrópoles justificando que, ao utilizar o termo “minoria”, referia-se estritamente à representatividade numérica no Parlamento e não a minorias de cunho social.