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Senador Marcel van Hattem vê “trabalho coordenado” entre Moraes PF
A tramitação de investigações envolvendo o ministro no STF sofreu uma suspensão de até 90 dias após um pedido de vista apresentado por Flávio Dino em meados de setembro de 2026
09/10/2026 11h03
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Poder360
Reprodução: Sergio Lima/Poder360 / Fellipe Sampaio/STF

O parlamentar federal e futuro senador Marcel van Hattem (Novo-RS) manifestou forte oposição na quarta-feira (7) perante a revelação de que o integrante do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, abrigou em seu gabinete na terça-feira (6) figuras de alto escalão da Polícia Federal. Participaram do encontro omitido da agenda oficial do magistrado o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, o chefe de Inteligência, Leandro Almada da Costa, e o delegado Denis de Carli. As informações são do Poder360.

A audiência não teve o seu teor divulgado publicamente. Contudo, a reunião colocou frente a frente autoridades que enfrentam questionamentos jurídicos: tanto os dirigentes policiais quanto o próprio ministro acumulam suspeitas de condutas irregulares. No centro das apurações preliminares estão indícios de que Moraes teria agido indevidamente para tutelar e blindar Daniel Vorcaro, executivo-chefe do extinto Banco Master. Relatórios da corporação apontam que o financista preso por corrupção disparou 52 mensagens ao magistrado antes de sua custódia, recebendo de volta reações e mídias de visualização restrita.

Diante do cenário, Van Hattem não poupou palavras ao comentar a visita oculta:

“Só aumenta a suspeita de que há um acordo. Há um trabalho coordenado, combinado e que jamais poderia ser aceito. Alexandre de Moraes já precisaria ter sua investigação aberta pelo Supremo Tribunal Federal, e nós estamos aguardando que o Supremo tome essa decisão”, pontuou ao Poder360.

O congressista, que tomará posse no Senado em 2027, reiterou que o Parlamento precisará agir caso a Corte se omita:

“Já que não parece que vai tomar, nós, senadores, vamos ter que fazer essa parte por meio de um processo de impeachment”, declarou.

Conexões sob escrutínio

A tramitação de investigações envolvendo o ministro no STF sofreu uma suspensão de até 90 dias após um pedido de vista apresentado por Flávio Dino em meados de setembro de 2026. Paralelamente, a cúpula da PF, incluindo Andrei Rodrigues e Leandro Almada, já havia sido alvo de turbulências institucionais ao figurarem como suspeitos de monitoramento indevido a magistrados do Supremo, episódio que motivou um afastamento relâmpago de um dia ordenado pelo ministro André Mendonça.