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Haddad diz que Flávio vai congelar o salário mínimo e cortar recursos da saúde e educação
Haddad centrou suas críticas na plataforma econômica da oposição, sustentando que uma eventual gestão de Flávio resultaria em congelamentos do salário mínimo e cortes drásticos de verbas públicas
09/10/2026 11h47
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Carlos Moura/Agência Senado/10/07/2025REUTERS/Mateus Bonomi

Assumindo a coordenação da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado de São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad intensificou a estratégia eleitoral na última quinta-feira (8). Ao realizar panfletagem nas proximidades da Avenida Paulista, o petista adotou um tom crítico focado no adversário Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alertando sobre os riscos econômicos associados ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Haddad centrou suas críticas na plataforma econômica da oposição, sustentando que uma eventual gestão de Flávio resultaria em congelamentos do salário mínimo e cortes drásticos de verbas públicas.

“Ele [Flávio] falou que vai seguir o plano econômico do pai. A gente precisa relembrar o que isso significou para as áreas estratégicas do país como ciência e tecnologia, educação, o Minha Casa, Minha Vida… Todas as áreas foram dramaticamente afetadas pelas decisões que eles tomaram”, declarou aos jornalistas.

O coordenador paulista defendeu que a virada no segundo turno ocorrerá por meio do esclarecimento das propostas:

“É só explicar. E a população vai entender que tem que seguir com o Lula, que é importante seguir com o Lula”.

Avaliação do cenário e o fenômeno da extrema-direita

Questionado sobre o desempenho desfavorável a Lula no primeiro turno, Haddad demonstrou realismo e evitou surpresas com o resultado apertado das urnas. Para o ex-ministro, o avanço do conservadorismo é um fenômeno global que exige enfrentamento contínuo:

“A eleição [de 2022], com tudo o que o [Jair] Bolsonaro fez [na Presidência], foi apertada. Por que seria diferente agora? A gente às vezes quer achar que as coisas são passageiras e tem coisas que não são tão passageiras. A extrema-direita está mandando em vários países da América Latina, nos Estados Unidos, em países europeus. Isso não vai passar com o vento. Vai passar com trabalho. Vai passar porque esse radicalismo, esse extremismo nunca se consolida como um projeto. É um não-projeto. Mas ele tem resiliência. O que a gente espera é que ele passe com o menor dano possível à sociedade. Porque há um século atrás ele foi responsável pela morte de 60 milhões de pessoas”.

Em sua primeira agenda oficial como coordenador no estado, que não havia sido divulgada previamente à imprensa, Haddad posicionou-se na entrada da estação Brigadeiro do metrô. Durante cerca de uma hora, o petista distribuiu folhetos em defesa da soberania nacional, tirou fotos e incentivou o movimento de "vira voto". Ele contou com a presença temporária do deputado estadual reeleito Eduardo Suplicy, que permaneceu por dez minutos na ação, e da deputada federal eleita Luna Zarattini, que discursou brevemente na calçada em prol da candidatura governista.