Em carta, deputados dos EUA acusam governo Trump de tentar influenciar nas eleições brasileiras

No texto de três páginas, os congressistas apontam que o Departamento de Estado promove uma “escalada desnecessária” que ameaça romper os laços diplomáticos bilaterais

09/10/2026 às 13h00
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: g1
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Reprodução: REUTERS
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Um grupo de 12 deputados democratas dos Estados Unidos enviou uma carta na última terça-feira (6) ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, acusando a gestão de Donald Trump de tentar interferir no processo eleitoral brasileiro. Esta é a terceira vez em menos de um mês que parlamentares estadunidenses cobram esclarecimentos da Casa Branca sobre o tema. As informações são do g1.

No texto de três páginas, os congressistas apontam que o Departamento de Estado promove uma "escalada desnecessária" que ameaça romper os laços diplomáticos bilaterais. O documento recorda a retaliação de agosto, quando o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, foi revogado devido a impasses na nomeação de Daniel Perez para a embaixada dos EUA em Brasília.

"Essa decisão equivocada prejudica ainda mais a reputação dos Estados Unidos na região e aproxima o Brasil das mãos de nossos adversários", destacam os parlamentares.

Além da punição diplomática, a carta menciona tarifas e sanções aplicadas contra autoridades brasileiras por conta da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, bem como planos de enviar emissários ao Brasil para questionar a lisura do sistema eleitoral.

Cobranças e prazos

Os deputados exigiram que o governo norte-americano forneça justificativas formais até o dia 20 de outubro, antes do segundo turno no Brasil, sobre a real motivação do envio dessas autoridades e sobre os fundamentos para desqualificar as urnas eletrônicas brasileiras.

O documento é encerrado com uma advertência sobre o respeito à soberania popular:

"As relações entre os EUA e o Brasil devem ser baseadas no respeito às escolhas democráticas do povo brasileiro, e não determinadas pelo fato de o candidato apoiado pelo presidente Trump sair vitorioso".

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