A 12 dias do pleito decisivo, a 17ª sondagem presidencial BTG/Nexus, publicada nesta terça-feira (13), aponta Flávio Bolsonaro (PL) na liderança numérica da corrida ao Planalto frente a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A margem configura empate técnico no segundo turno, registrando 52% a 48% nos votos válidos a favor do senador. O levantamento destaca a solidez da disputa: 92% dos participantes cravam certeza na escolha, enquanto 7% admitem flexibilidade. Desta parcela indecisa, 20% cogitam migrar para o atual presidente e 16% aceitariam votar no parlamentar do PL.
Em relação à aversão do eleitorado, Flávio computa números mais favoráveis. O índice de rejeição ao senador recuou de 51% para 47%, enquanto a resistência a Lula oscilou três pontos para cima, subindo de 48% para 51%.
Cenário Aberto: A primeira medição BTG/Nexus focada na etapa final mostra o candidato do PL à frente, porém a margem de eleitores suscetíveis a mudanças (7%) impede qualquer desfecho antecipado.
Consultas Espontânea e Estimulada: Flávio sustenta a dianteira em ambos os quadros. Na espontânea, marca 46% contra 44% de Lula (5% brancos/nulos, 4% indecisos). Na estimulada, o placar fica em 48% a 45% (5% brancos/nulos, 2% indecisos).
Votos Válidos: Descartados os votos nulos, brancos e abstenções, a vantagem do PL fica em 52% contra 48% do PT.
Teto Eleitoral: O potencial do senador alcança 50% (43% de votos convictos somados a 7% de adesões possíveis). O chefe do Executivo atinge 49% (42% fixos combinados a 7% de votos potenciais).
Fidelidade: Apenas 4% dos apoiadores de Flávio admitem alterar o voto, taxa que é de 5% entre os eleitores de Lula.
Avaliação do Governo: A gestão federal é aprovada por 45% e rejeitada por 50% dos entrevistados (5% não opinaram). No recorte qualitativo, o governo é classificado como “ótima ou boa” por 34%, “regular” por 20% e “ruim ou péssima” por 45%.
A jornada de Flávio Bolsonaro nesta terça inicia-se com um compromisso familiar em Brasília junto ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), antecedendo compromissos de campanha em solo paulista. A reunião recebeu o aval do ministro Alexandre de Moraes, do STF, após o término da restrição de 90 dias que expirou no domingo (11), sob o entendimento de ausência de novos fatores motivadores para a prorrogação do veto.
Entretanto, o magistrado vedou diálogos com “finalidade político eleitoral” e proibiu a veiculação de posicionamentos do ex-presidente referentes ao pleito, inclusive via intermediários. Vale notar que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar devido à pena de 27 anos e 3 meses por envolvimento em articulação golpista.
Buscando reverter o cenário na reta final, Lula planeja lançar nesta terça um conjunto de incentivos voltado a microempreendedores individuais (MEIs) e optantes do Simples Nacional. O pacote inclui facilitação de crédito e programas de renegociação de dívidas, mirando aproximar a candidatura de uma fatia do mercado de trabalho autônomo na qual a campanha identifica reticências à imagem do governo.
A agenda do presidente prevê a assinatura de atos executivos e a remessa de um projeto de lei complementar (PLP) ao Poder Legislativo, fruto de tratativas finalizadas nessa última segunda-feira (12).
A 17ª edição do estudo Eleições 2026 foi contratada pelo BTG Pactual e conduzida pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados (FSB Holding). A amostragem abrangeu 2.002 entrevistas telefônicas entre 10 e 12 de outubro. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral atende pelo código BR-07997/2026.