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Cláudia Raia aciona a Justiça após filho ser alvo de imagens criadas por IA
A montagem adulterada passou a circular em múltiplas contas do Instagram e do Facebook com a narrativa inverídica de que o casal teria submetido o herdeiro a um ritual de iniciação religiosa
13/10/2026 09h21
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
Reprodução: Redes Sociais

Uma apuração exclusiva da coluna Fábia Oliveira revela que Cláudia Raia e seu esposo, Jarbas Homem de Mello, recorreram às vias judiciais para proteger a imagem do filho caçula, Luca Raia. A petição inicial foi protocolada em 18 de setembro e direcionada ao Facebook Brasil, braço operacional do conglomerado Meta no país.

Conforme os documentos apresentados ao tribunal, os artistas compartilharam fotografias do garoto em suas redes sociais no mês de fevereiro. Posteriormente, terceiros utilizaram programas de inteligência artificial para alterar os registros originais, vestindo o bebê com elementos e trajes característicos de crenças afro-brasileiras.

A montagem adulterada passou a circular em múltiplas contas do Instagram e do Facebook com a narrativa inverídica de que o casal teria submetido o herdeiro a um ritual de iniciação religiosa. Na ação, os pais sustentam que a repercussão violou os direitos de personalidade da família, submetendo-os a ataques e questionamentos públicos provocados por um material focado em desinformação.

Requerimentos e Sanções

Na esfera liminar, a defesa solicitou a exclusão imediata de todos os links com as adulterações, o bloqueio preventivo de novas postagens com as mesmas fotos e o congelamento das informações cadastrais dos perfis envolvidos.

No julgamento final do processo, os atores postulam uma compensação por danos morais fixada em R$ 40 mil, um montante que, em caso de procedência, terá metade destinada à conta do menor e a outra parcela dividida entre os genitores. O casal também busca a quebra de sigilo dos dados dos administradores das páginas para fundamentar futuros processos individuais contra os autores do conteúdo manipulado.

Em despacho proferido no dia 25 de setembro, o magistrado Otavio Tioiti Tokuda acatou o pedido urgente, ordenando que a plataforma suspenda a veiculação dos materiais denunciados e resguarde os logs e registros dos usuários responsáveis.