As redes de televisão aberta já definiram o calendário para os confrontos diretos do segundo turno da corrida presidencial de 2026. Após uma primeira etapa marcada por disputas nos tribunais em relação às regras dos encontros, a expectativa atual é que tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) fiquem frente a frente em ao menos um dos programas.
No próprio domingo da primeira votação (4), o titular da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, declarou que Lula "não teria problemas" em marcar presença nos embates da etapa final.
Por sua vez, Flávio Bolsonaro havia justificado suas faltas nas primeiras sabatinas do primeiro turno alegando o desejo de confrontar diretamente Lula, e não os demais postulantes. O parlamentar chegou a rever sua postura antes do encontro da TV Globo, confirmando ida, mas recuou no momento decisivo sob a justificativa de que o Poder Judiciário interveio nas regras do evento.
A Record planejava realizar seu encontro no último domingo (11), contudo suspendeu a transmissão em razão de conflitos nas agendas de ambos os concorrentes. Até a presente data, nem o atual mandatário nem o senador confirmaram presença oficial nas sabatinas agendadas.
18 de outubro: Embate na Band, a partir das 20h
23 de outubro: Embate na Globo, com horário a ser confirmado
Na etapa anterior, a transmissão mais aguardada do pleito, sob organização da TV Globo na antevéspera da votação, acabou sendo suspensa após uma sequência de despachos emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A reviravolta começou quando o presidente da Corte Eleitoral, Nunes Marques, garantiu a inclusão do candidato Romeu Zema (Novo) na bancada. Na véspera da exibição, a ministra Estela Aranha, também do TSE, proibiu a emissora de exibir o assento vago destinado a Lula, embora a própria cúpula petista houvesse anuído com essa diretriz previamente.
Na sequência, o ministro Gilmar Mendes, do STF, ordenou a inserção do postulante Renan Santos (Missão) na dinâmica, no mesmo instante em que Flávio Bolsonaro comunicava sua desistência do programa.
Diante desse cenário, a direção da emissora optou pelo cancelamento da atração, argumentando que a instabilidade jurídica gerava uma “interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais”.
Com a suspensão do programa, Lula preferiu conceder uma sabatina ao Flow Podcast. Paralelamente, Flávio Bolsonaro motivou sua ausência pelas constantes determinações da Justiça e realizou uma transmissão ao vivo nas redes acompanhado de Pablo Marçal.