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Ex-candidato, Humberto Martins fala sobre pressão para artistas declararem voto: “Só se quiser”
Questionado a opinar se profissionais com perfil conservador encontram maiores barreiras para fechar acordos comerciais no segmento publicitário, Martins ressaltou os valores éticos e de conduta individual em detrimento de vertentes partidárias
13/10/2026 12h44
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Portal LeoDias
Reprodução: Divulgação/TV Globo

Durante a pré-estreia voltada para convidados do espetáculo “Descalços no Parque”, o ator, Humberto Martins, teceu considerações acerca do panorama político contemporâneo no país. O artista concorreu a um assento na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro, contudo não obteve êxito nas urnas. Na ocasião, em diálogo com a jornalista Monique Arrudam, do Portal LeoDias, ele externou sua visão em relação ao patrulhamento sobre a classe artística para a revelação de apoio eleitoral na etapa final do pleito de 2026.

Ao longo do processo eleitoral de 2026, Humberto Martins somou 1.124 sufrágios, marca que não alcançou o patamar necessário para garantir vaga como parlamentar federal pela legenda Democracia Cristã (DC). Indagado se o montante de votos teria provocado frustração, o ator rechaçou o sentimento negativamente.

“Não (fiquei chateado) (…) Queria ajeitar as coisas melhor, botar elas mais equilibradas dentro de um contexto geral”, expressou ao avaliar sua pontuação nas urnas.

Liberdade de Posicionamento e o Mercado

Humberto abordou igualmente a cobrança direcionada às figuras públicas para que manifestem abertamente sua preferência no segundo turno. O ator defendeu a autonomia individual e criticou qualquer tipo de imposição sobre o voto.

“Cada um se posiciona se quiser, eu sou a favor da liberdade, acho que nesse sentido a pessoa tem direito a se posicionar ou não se posicionar, ninguém é obrigado a nada”, afirmou.

Questionado a opinar se profissionais com perfil conservador encontram maiores barreiras para fechar acordos comerciais no segmento publicitário, Martins ressaltou os valores éticos e de conduta individual em detrimento de vertentes partidárias: “O problema não é esquerda nem direita, o problema é o caráter de cada um, a educação de cada um. Eu acho que isso determina mais a aceitação dentro do mercado”.