O jornalista Ayres Rocha morreu nesta quarta-feira (14), aos 62 anos, em Rio Branco, no Acre. Conhecido por comandar o Jornal do Acre 2ª Edição, da Rede Amazônica, o apresentador enfrentava um câncer e havia retornado à capital acreana após realizar tratamento em João Pessoa, na Paraíba. A informação foi publicada pelo portal iG, em reportagem assinada por Gabriel de Oliveira.
A decisão de voltar ao Acre aconteceu cerca de um mês antes da morte. Segundo Elaina Rocha, irmã do jornalista, ele queria permanecer perto dos familiares e da cidade onde nasceu e construiu a carreira. “Ele veio para cá porque ama a cidade dele, porque ele queria ficar perto da gente”, contou em entrevista à Rede Amazônica.
Ayres passou os últimos dias internado e recebeu visitas de familiares até a noite anterior à morte. Elaina relatou que o irmão estava sereno e conseguiu interagir com os parentes mesmo diante das dificuldades provocadas pela doença. “Ele estava tão sereno ontem, tão bonito, tão feliz. Ele estava feliz porque estava vendo todo mundo lá, a família dele do lado dele”, recordou.
A trajetória de Ayres Rocha na televisão começou em 1989, quando ainda trabalhava como bancário durante as manhãs. Na época, ele procurava uma atividade para o período da tarde e encontrou uma oportunidade na então TV Acre. Inicialmente, acompanhou a rotina da redação e, pouco depois, assumiu a apresentação de um programa esportivo, iniciando uma carreira que se estenderia por décadas.
Em 1995, passou a comandar o Jornal do Acre 2ª Edição, tornando-se uma das figuras mais conhecidas do telejornalismo regional. Colegas de trabalho o chamavam de “professor”, apelido associado à relação que mantinha com os profissionais da emissora e à experiência acumulada ao longo dos anos.
Um dos momentos de maior projeção nacional aconteceu em 2019, quando Ayres representou o Acre em uma edição comemorativa dos 50 anos do Jornal Nacional. Na ocasião, dividiu a bancada com Jéssica Senra, então apresentadora do Bahia Meio-Dia. A participação foi um marco em sua carreira, até então ligada principalmente à cobertura jornalística dos acontecimentos acreanos.