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Duda Salabert aciona MP para investigar uso de crianças em vídeo de Nikolas Ferreira
No vídeo publicado, menores de idade interpretam discursos com ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à atual gestão federal e à legenda petista
14/10/2026 15h24
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Redes Sociais

A parlamentar federal Duda Salabert (PSOL-MG) apresentou uma representação junto ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitando a abertura de uma apuração sobre os bastidores e o processo de filmagem de um conteúdo audiovisual divulgado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em razão do Dia das Crianças. No vídeo publicado, menores de idade interpretam discursos com ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à atual gestão federal e à legenda petista. As informações são do PSol.

No material, os participantes mirins se alternam para atribuir responsabilidades ao governo e vincular o chefe do Executivo e seu filho a uma pretensa escassez financeira para a compra de presentes na data comemorativa. A gravação encerra-se com a veiculação do slogan oficial que embala a campanha presencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Direitos da Infância e Exigências Legais

Ao comunicar a iniciativa judicial, a deputada mineira salientou que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura a preservação da imagem, do respeito e do bem-estar emocional do público infantil. Salabert argumentou que o consentimento firmado pelos pais ou tutores não afasta, por si só, o cumprimento dos requisitos previstos na legislação para o engajamento de menores em produções de cunho artístico.

A solicitação enviada ao MPMG requer o esclarecimento sobre a eventual ocorrência de uso indevido da imagem das crianças, o direcionamento de falas construídas por adultos, a existência de contraprestação financeira e a necessidade de alvará expedido pela Justiça.

A congressista ponderou que a medida visa verificar o cumprimento das salvaguardas legais, sem emitir um juízo prévio de condenação. Duda reiterou que, embora o público infantil goze do direito de se manifestar e interagir no meio social, cabe ao Estado e à sociedade resguardá-lo de qualquer tipo de abuso ou manipulação. “A infância não pode ser tratada como instrumento de disputa eleitoral”, sustentou a deputada.