Flávio Bolsonaro (PL) apresentou uma notícia-crime contra Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, alegando possível prática de crime eleitoral. O pedido foi protocolado em 11 de outubro e questiona a atuação do chefe da corporação na divulgação de uma apuração preliminar sobre possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras.
A defesa do senador sustenta que a divulgação pública da investigação, feita no dia do primeiro turno, poderia prejudicar sua candidatura e favorecer a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os advogados argumentam que a comunicação da PF ocorreu sem que houvesse um inquérito formalizado e pedem que o Ministério Público Eleitoral conduza as apurações solicitadas.
O episódio teve origem em uma reportagem do jornal britânico The Guardian sobre um suposto repasse de US$ 1 milhão do Departamento de Estado dos Estados Unidos a projetos no Brasil relacionados ao “combate ao lawfare e censura”. A divulgação levou a Advocacia-Geral da União a encaminhar ofícios à PF e à Procuradoria-Geral da República para que o tema fosse examinado.
Andrei Rodrigues concedeu uma entrevista coletiva em 4 de outubro, durante a votação do primeiro turno, para informar a abertura de uma apuração preliminar. A campanha de Flávio questiona a oportunidade da divulgação e seu possível efeito eleitoral.
Segundo o UOL, tanto o Tribunal Superior Eleitoral quanto a Procuradoria-Geral da República afirmaram não haver provas suficientes para seguir com o caso relacionado à suposta interferência estrangeira. A representação de Flávio busca uma apuração separada sobre a conduta do diretor da PF. Até o momento, o pedido da campanha não comprova que tenha ocorrido favorecimento eleitoral.