O processo judicial envolvendo Rachel Sheherazade e um motorista de aplicativo ganhou um novo capítulo. Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (19), o advogado do motorista Ricardo de Assis Barbosa afirmou que a Justiça determinou que a Uber apresente a gravação da corrida que terminou em uma discussão com a jornalista. Segundo o profissional, a decisão também abriu prazo para que Rachel apresente sua defesa no processo.
“Essa decisão foi de hoje, 19 de outubro. A Justiça determinou que a Uber apresente o vídeo da corrida e abriu um prazo para a Raquel apresentar a sua defesa”, declarou o advogado. Ele explicou que, conforme informações anteriormente prestadas pela plataforma no processo, existe um clipe com pouco mais de seis minutos, correspondente à duração da viagem.
Na avaliação do advogado, a gravação poderá ajudar a esclarecer o que aconteceu durante o trajeto, incluindo o pedido de Rachel para trocar a estação de rádio do veículo, que estaria sintonizado na Metropolitana FM, para a Band FM, além da reação de ambos durante o desentendimento. O conteúdo, entretanto, ainda não foi divulgado publicamente, e não é possível antecipar o que as imagens ou o áudio vão demonstrar.
O representante do motorista também afirmou ter solicitado os dados de geolocalização relacionados à corrida. Segundo ele, essas informações poderão ajudar a identificar o local exato em que Rachel desembarcou e o período em que cada um permaneceu na região. O advogado acrescentou que outras provas ainda poderão ser produzidas, incluindo os depoimentos de pessoas que estavam em uma oficina de carros importados próxima ao local onde os dois teriam discutido.
Ver esse post no InstagramUm post compartilhado por Manuel Pereira | Advogado e mentor de Advogados (@advmanuelpereira)
O caso ganhou repercussão em julho, quando Rachel publicou vídeos nas redes sociais relatando que teria sido expulsa do carro e deixada em uma rua deserta após pedir ao motorista que mudasse a estação de rádio. Na ocasião, a jornalista chamou o profissional de “covarde”, “ameaçador”, “irresponsável” e “grosseiro”. O motorista, por sua vez, contestou a versão e afirmou no processo que encerrou a corrida em um local iluminado, movimentado e monitorado por câmeras.
A ação foi apresentada em setembro e inclui um pedido de indenização por danos morais de, no mínimo, R$ 60 mil. O motorista também solicita a retirada dos vídeos publicados pela jornalista, que ela seja impedida de republicá-los e que faça uma retratação pública. As alegações fazem parte da ação judicial e ainda dependem da análise do Judiciário.
Ao encerrar o vídeo, o advogado afirmou que continuará divulgando atualizações que possam ser tornadas públicas, respeitando o sigilo processual e as regras éticas da advocacia. A apresentação da gravação e a produção de outras provas poderão acrescentar elementos à disputa, mas o conteúdo do material e seus efeitos no processo ainda precisam ser conhecidos.