A coluna Fábia Oliveira apurou, de forma exclusiva, que Fiuk figura como réu em um novo litígio na Justiça. Protocolada no dia 29 de setembro, a disputa retoma a controvérsia sobre um filme sobre drift e acusações de roubo feitas publicamente pelo ator e cantor. O litígio foi movido pelo realizador André Luis Martins Camargo em conjunto com sua empresa, a Owner Entertainment.
De acordo com o relato dos demandantes, uma iniciativa conjunta com o cantor previa a criação de uma fita de ação ambientada no cenário do drift. No entanto, a proposta acabou frustrada. Os autores sustentam que o fato ocorreu devido a incompatibilidades conceituais e ao desinteresse do artista, que teria deixado de responder às minutas contratuais fundamentais para a sequência do trabalho.
A produtora e o profissional destacaram que, com o encerramento da parceria, as quantias obtidas junto aos apoiadores financeiros foram devidamente restituídas. Garantiram, assim, que não retiveram montantes, não destinaram verbas a outros projetos e tampouco se beneficiaram da imagem do influenciador.
O impasse ganhou força após o lançamento de um vídeo na conta oficial do cantor na plataforma YouTube, sob o título “Tentaram me Roubar?! – Descontrole: a verdade além do filme”. Na gravação, a aparência e a voz do produtor foram expostas enquanto o cantor o acusava de “tentar roubar o seu filme”.
Na petição inicial, André e a Owner explicaram que estruturaram um trabalho independente após o colapso das conversas com Filipe. A película resultante, batizada de “Tração”, possui narrativa e conceito próprios, sendo focada no esporte do motocross. A defesa nega que o longa-metragem derivou de sugestões do cantor.
Os requerentes sustentam que Fiuk provocou severo desgaste à sua reputação ao retratá-los como estelionatários e infratores por meio de um discurso inverídico e distorcido. Argumentam que o réu jamais demonstrou qualquer apropriação, não especificou quais trechos teriam sido reproduzidos no novo projeto e nem formalizou vínculos contratuais com a dupla. Apontam, ainda, que o famoso excedeu as prerrogativas do livre pensamento ao macular a honra, o prestígio e o nome dos envolvidos.
Diante da exposição, André Luis e a empresa solicitaram tutela de urgência para a exclusão imediata do vídeo veiculado na plataforma digital. Em decisão proferida em 2 de outubro, o magistrado acolheu o pedido e estipulou o prazo de 24 horas para a retirada do ar.
No julgamento do mérito, os litigantes cobram a exclusão definitiva do arquivo, o bloqueio de eventuais novas postagens da gravação, um pedido público de desculpas e a reparação por prejuízos morais estipulada em R$ 40 mil.