Durante uma viagem ao Egito nessa última terça-feira (20), Malévola Alves teve seu passaporte retido e foi conduzida a uma delegacia local. A criadora de conteúdo relatou que viajava em companhia de uma amiga com destino à cidade de Alexandria no momento em que o veículo em que estavam foi interceptado pelas forças de segurança. Ela sugeriu que o constrangimento pode ter sido motivado por preconceito de gênero.
Inicialmente, a influenciadora havia publicado vídeos descontraídos nas redes sociais mostrando instantes de lazer e diversão com sua acompanhante ao longo do itinerário turístico. Contudo, a atmosfera festiva deu lugar ao pavor assim que informou sobre a retenção dos documentos de viagem e a condução coercitiva até a delegacia. Já no interior do distrito policial, enquanto aguardava o atendimento da autoridade responsável, ela expressou apreensão com o desfecho da abordagem.
“Estamos na delegacia, estamos desesperadas. Eu não sei o que vai acontecer ou o que vão fazer com a gente. Pegaram todos nossos passaportes e pararam nossa van no meio do passeio”, declarou.
Em nova manifestação, a influenciadora revelou que os agentes locais questionaram a identidade de gênero da dupla.
“Se eu sumir, vocês já sabem. Não sei o que fazer ou pedir pra vocês, eles perguntaram se eu e a Bruna era trans e não sabemos de mais nada, estou desesperada. Alguém de Alexandria?”, desabafou.
Malévola expôs ainda trechos de diálogos mantidos com outras companheiras de excursão em um aplicativo de mensagens. Nas interações, recomendou cautela reforçada às colegas para que não circulassem sem companhia até o esclarecimento do episódio.
“Isso é muito perigoso. Não vou embora em hipótese alguma. Fique ai até a gente sair”, recomendou.
Vale pontuar que, embora a legislação do Egito não tipifique formalmente a transexualidade como delito, organizações como a Human Rights Watch alertam que indivíduos trans enfrentam frequentes quadros de hostilidade, perseguição e abusos no país.
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