Notícias Luto
Morre Oswaldinho do Acordeon, mestre da sanfona, aos 72 anos
A confirmação do óbito veio por meio de publicações de amigos nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada pela família
26/10/2026 10h51
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Redes Sociais

O cenário da música popular brasileira perdeu um de seus maiores ícones nesse último domingo (25). Oswaldinho do Acordeon, aclamado virtuoso da sanfona e figura central do forró, faleceu aos 72 anos. A confirmação do óbito veio por meio de publicações de amigos nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada pela família.

Nas plataformas digitais, a despedida do sanfoneiro provocou comoção imediata entre colegas de profissão e admiradores. “Adeus, mestre Oswaldinho do Acordeon. Você e sua música seguem em nossos corações”, lamentou Chico César ao repostar a notícia da morte do sanfoneiro.

O instrumentista Nelson Faria também prestou sua homenagem ao talento do colega: “Hoje se foi um dos maiores sanfoneiros que esse país já conheceu. Vai fazer falta”, disse o guitarrista.

A cantora Elba Ramalho emocionou os seguidores com uma mensagem de carinho e consolo: “Hoje a saudade fala mais alto, mas sua sanfona continuará tocando dentro de nós. Que Deus conforte o coração de todos que o amavam. Siga a luz”, lamentou Elba Ramalho.

Trajetória e legado

Considerado um dos nomes mais influentes do cancioneiro nordestino, Oswaldinho consagrou-se por sua capacidade de reinventar a linguagem da sanfona. Fluminense de Duque de Caxias, nascido em 5 de junho de 1954, construiu uma carreira sólida como sanfoneiro, autor e intérprete. Sua marca registrada foi a fusão inovadora do forró tradicional com arranjos e dinâmicas vindos do jazz, rock, blues e da música de concerto.

Na juventude, privou da convivência e do aprendizado direto com mitos da música popular, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca. Sua estreia fonográfica deu-se aos 9 anos, em uma gravação do pai, o consagrado sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo. Já nos anos 1970, deu início a uma prolífica produção solo, lançando discos marcantes como “Fantástico Oswaldo Silva” (1973), “Só quero um xodó” (1974), “Oswaldinho” (1975), “Forró pop” (1977), “Lágrimas de namorados” (1978) e “Natureza” (1979).