MC Poze do Rodo, de 27 anos, tornou-se alvo de apuração da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) em razão do depoimento prestado por uma adolescente de 16 anos, a qual sustenta ter sido vítima de estupro por parte do artista. A ocorrência foi formalizada na quarta-feira (28), e os representantes legais da jovem afirmam que o fato se deu no mês de setembro, na residência do cantor localizada na Zona Oeste do Rio. As informações são do portal G1.
A vítima declarou que se encontrava sob efeito de substâncias como lança-perfume, que teriam sido disponibilizadas por Marlon Brendon Coelho, identidade civil do músico. De acordo com o relato, ela não estava lúcida na companhia do artista e reforçou ter manifestado o desejo de utilizar camisinha na relação íntima. Contudo, Marlon teria negado o pedido e dado continuidade ao ato sem proteção. Daiana Andrade, advogada da menor, reforça a tese de crime sexual, coação e constrangimento: "Ela verbalizou expressamente que queria usar preservativo, ele disse que não usa, e continuou. Ela estava sob efeito de entorpecentes".
Conforme consta no documento da ocorrência divulgado pelo g1, passados dois dias do episódio, a jovem teria sofrido pressões para retornar ao imóvel do famoso, ocasião em que foi forçada a ingerir diversos medicamentos enquanto tinha seu celular retido por ele. A adolescente relatou que o cantor fez ameaças, afirmando que ordenaria a aliados que a fizessem "desaparecer" caso não ingerisse os comprimidos.
"Ela tomou o medicamento, coagida pela situação. E depois, as pessoas que rodeiam ele, falam que ela é mentirosa, mas nós temos como provar porque temos um vídeo com a voz dele falando para ir para a casa dele, ela dizendo para ele que precisava fazer exames", ressaltou a advogada. A garota foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para análise, e a defesa ingressou com pedido de ordens restritivas para mantê-lo afastado.
Em comunicado enviado ao G1, a Polícia Civil confirmou que os investigados serão notificados para prestar depoimento no departamento especializado e que as investigações prosseguem. Poze acumula um histórico de pendências judiciais nos últimos tempos. Além de aguardar julgamento em liberdade em uma ação por privação de liberdade e agressões graves, o artista foi detido por apologia ao crime em 2019 e virou alvo de apuração sobre rifas clandestinas em 2024.
Na sequência de controvérsias, acabou detido por ligação com o narcotráfico em 2025 e foi capturado pela Polícia Federal sob suspeita de lavagem de dinheiro oriundo da facção Comando Vermelho em abril deste ano. O cantor esteve inserido no crime organizado antes do sucesso musical, colecionando uma prisão anterior, e relatou em entrevista ao Globo Repórter que chegou a protagonizar confrontos armados contra forças policiais no passado.