A coluna Fábia Oliveira apurou, de forma exclusiva, que a ação judicial movida pelo Banco do Brasil contra Gkay atravessa uma trava no Judiciário. A cobrança, deflagrada ao final de 2025 com a meta de recuperar R$ 1,8 milhão, ainda não possui validade formal de notificação para a comediante, visto que o primeiro procedimento de notificação acabou anulado.
Em 20 de outubro, a instituição requereu o rastreamento do patrimônio da produtora de conteúdo para resguardar o ressarcimento da quantia exigida. O Banco do Brail argumentou ter enviado duas cartas de notificação à casa da famosa, sustentando que ela se manteve omissa sem realizar a quitação do saldo devedor.
Entretanto, em 23 de outubro, o magistrado Cássio Pereira Brisola, da 1ª Vara Cível da Regional de Pinheiros, decretou a nulidade do aviso entregue pelos correios. A falha ocorreu porque os comprovantes de entrega não contavam com a assinatura de Gkay, tendo sido firmados por outras pessoas. Pelas normas processuais, a citação via postal exige obrigatoriamente a assinatura da própria pessoa notificada, salvo exceções previstas em lei.
Em decorrência do vício processual, nova tentativa de notificação terá de ser executada. Na segunda-feira (26), o Banco do Brasil solicitou o reenvio da ordem ao endereço da capital paulista constante nos autos e demandou também uma expedição para a comarca de João Pessoa, na Paraíba, sob a justificativa de que a influenciadora poderia estar fixada em um desses municípios. A ordem referente à localidade paulista foi expedida pela Justiça na terça-feira (27).
Assim que for devidamente notificada, a criadora de conteúdo terá um prazo de três dias para quitar espontaneamente o montante de R$ 1.831.122,88, com os devidos reajustes monetários até a data da liquidação. Se preferir rebater a cobrança, disporá de 15 dias para interpor embargos à execução e expor suas razões defensivas. No cenário atual, os prazos legais continuam travados aguardando a notificação regular da celebridade.
Contexto da disputa jurídica
Gessica Kayane, que usa o nome artístico Gkay, foi processada pela instituição financeira em dezembro de 2025. O banco busca a cobrança do débito estimado em R$ 1,8 milhão e requer a responsabilização da comediante pelo encargo.
No litígio, a instituição sustenta que a influenciadora contratou um financiamento no início de 2025 visando consolidar débitos pré-existentes na própria agência. O acordo previa o pagamento fracionado em 96 prestações, contudo, segundo a acusação do banco, os compromissos foram descumpridos. A entidade requereu ainda que, persistindo a inadimplência após a notificação oficial, os bens da artista sejam mapeados, bloqueados e avaliados judicialmente para cobrir a execução.