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Erika Hilton diz que tem interesse em disputar Prefeitura de SP; votaria nela?
“Eu tenho pensado bastante sobre a disputa para a Prefeitura em São Paulo também. É uma coisa que eu tenho começado a olhar com certo interesse”, declarou ao portal g1
05/11/2026 23h49
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: g1
Reprodução: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) sinalizou a intenção de concorrer ao comando de prefeitura de São Paulo em pleitos futuros, ressaltando que permanece indecisa quanto a uma eventual migração para os quadros do PT. A parlamentar projeta dialogar com a cúpula de sua legenda antes de determinar seus rumos partidários.

“Eu tenho pensado bastante sobre a disputa para a Prefeitura em São Paulo também. É uma coisa que eu tenho começado a olhar com certo interesse”, declarou ao portal g1.

A manifestação ocorreu após ser indagada sobre eventuais tratativas para sua continuidade no PSOL. Horas antes, a dirigente nacional da sigla, Paula Coradi, relatou ao portal que planeja debater os horizontes políticos com Erika e outros correligionários que estabeleceram interlocução com os petistas. De acordo com Paula, o partido manifesta total abertura para projetar a parlamentar ao comando do município.

Ao responder sobre a viabilidade de uma candidatura da deputada à Prefeitura de São Paulo, Coradi frisou: “Não há dúvidas sobre a importância da Erika e de que seria uma excelente candidata. O PSOL está, como sempre esteve, aberto a esse diálogo.”

Ao longo dos últimos meses, figuras psolistas como Guilherme Boulos, Natália Boulos, Rick Azevedo, Luciana Genro e a própria Erika travaram conversações com o alto comando petista. Fontes próximas a Edinho Silva, presidente nacional do PT, apontam que o ingresso dos parlamentares na legenda estaria bem encaminhado, condicionado contudo a um consenso quanto aos termos de desligamento junto ao PSOL.

Erika, contudo, pondera que não bateu o martelo sobre a troca de sigla. A congressista confessou contrariedade com os rumos da dinâmica eleitoral deste ciclo e com o que interpretou como descumprimento de tratados, mas reforçou que a permanência na atual legenda prossegue no horizonte.

“Eu vou conversar com a direção, entender o que está acontecendo. Vou ver se eu vou avançar com as conversas com o PT”, ponderou.

Em junho, a legisladora fez ressalvas públicas à condução interna do PSOL por preterir, em sua visão, a equidade na distribuição do fundo eleitoral para o pleito de 2026 ao favorecer candidaturas de perfil cisgênero e branco. Erika mencionou que a sinalização para o agendamento de uma reunião por parte dos dirigentes ocorreu nesta semana, sem clareza se o projeto da Prefeitura entrará na pauta. Coradi, em contrapartida, mencionou que os membros foram procurados, embora os encontros ainda careçam de agendamento oficial.

Detentora da maior votação feminina para a Câmara dos Deputados no país, somando 1,5 milhão de sufrágios, Erika reiterou que nutre admiração e apreço pelo PSOL, sopesando minuciosamente os cenários tanto para a desfiliação quanto para a manutenção do vínculo.

“Então, acho que há sempre um caminho, sim, para que o desfecho seja diferente desse que está aparecendo”, observou, referindo-se aos rumores de troca partidária.

Fritos Internos e Tensões

A movimentação de bastidores ocorre em meio à perda de sintonia entre o diretório do PSOL e o grupo Revolução Solidária, tendência capitaneada por Boulos da qual Erika é integrante. A ala defendia a constituição de uma federação com o PT, tese rejeitada nas instâncias decisórias no início do ano.

Nos bastidores da tendência, entende-se que os acertos prévios ao pleito buscavam pacificar a convivência partidária, sem sinalizar rompimento posterior. Entretanto, persistem queixas referentes ao não cumprimento dos acordos assumidos pela cúpula.

Causaram incômodo também as declarações veiculadas pela imprensa sugerindo que o partido criaria entraves a eventuais pedidos de desfiliação. Para esse grupo, pronunciamentos desse cariz tensionam o ambiente de negociação.

Conforme relatos obtidos reservadamente pelo g1, as deliberações sobre os rumos políticos englobam tanto quadros parlamentares quanto a militância, encontrando-se em estágio preliminar. A tese de consolidação de uma frente progressista coesa constitui um dos eixos centrais defendidos pelo agrupamento.