O caso da prisão da influenciadora Deolane Bezerra não para de ganhar novos capítulos. Dessa vez, a empresa de publicidade da também advogada, é a nova personagem da história.
De acordo com a apuração policial, a ‘Bezerra Publicidade’, utilizava um método conhecido como “smurfing” para movimentar os lucros provenientes das atividades ilícitas. Acontece que essa técnica consiste na fragmentação de grandes quantias em pequenos depósitos, com o objetivo de driblar a fiscalização das autoridades financeiras. Outra curiosidade sobre o método é que ele é utilizado por facções criminosas, como o PCC.
Documentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do governo federal, enviados à Polícia Civil, revelam que Deolane e outros investigados realizaram transações financeiras atípicas envolvendo 34 empresas e diversas pessoas físicas, utilizando depósitos fracionados em dinheiro vivo.
Os documentos oficiais apontam que o “dinheiro sujo” foi lavado “com a aquisição de imóveis e carros de luxo”, além de “loterias”. Os autos afirmam que foram encontrados “fundados indícios” da prática recorrente “do crime de lavagem de dinheiro por parte dos investigados, ao longo dos últimos anos”.
As circunstâncias concretas dos fatos narrados como crime, evidenciam a periculosidade dos réus, que de acordo com as informações prestadas nos autos, formam um complexo esquema de conluio criminoso destinado à prática de crimes de lavagem de capitais, ocultação de bens, sonegação de impostos, referentes aos valores provenientes da exploração ilegal dos jogos de azar, promovendo, constituindo, financiando e integrando, pessoalmente e por interpostas pessoas e empresas, organização criminosa”, diz trecho de decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco.