No último final de semana, o Brasil se chocou com a notícia de que duas profissionais de psicologia da rede de hospitais Notre Dame haviam zombado e debochado de uma criança autista.
A consulta, com duração de 40 minutos, costuma ser compartilhada com dois pacientes e dois profissionais ao mesmo tempo e uma delas, que atendia a criança, identificada com Bernardo, apresentava certa falta de paciência no exercicio da profissão.
Em áudio gravado de um celular que estava escondido na mochila da criança, as duas mulheres aparecem debochando da condição de Bernardo que é autista não verbal. “Não cai uma lágrima”, dizia aos risos uma das psicólogas, enquanto a criança chorava. “Vou ter uma síncope nervosa”, continuava o comentário maldoso.
Em vários momentos, as duas também gargalhavam alto demonstrando divertimento com o constrangimento da criança. Já em outro, elas aparecem questionando o menino a respeito de uma pergunta educativa, mas reagem com risadas debochadas quando ele não responde de acordo.
O áudio enviado à reportagem do portal Metropóles mostra que as psicólogas se incomodam com o choro, o modo de falar e até mesmo o modo de mastigar dos pacientes.
O aúdio completo está disponível no Instagram do portal Felipeh Campos.
Os pais da criança alegaram que decidiram colocar o celular na mochila do filho e gravar a sessão, após a criança começar a ter crises de pânico e euforia toda vez que iria para a consulta. A desconfiança se confirmou após eles escutarem tudo o que havia sido dito.
Márcia, a mãe de Bernardo, foi até a 6ª Delegacia de Polícia de Proteção à Pessoa com Deficiência, na Luz, registrar um boletim de ocorrência. Ela disse que também pretende acionar a Justiça, e já estaria em contato com advogado. Suas intenções de expor o caso é devido a psicóloga ter outros pacientes e também por situações suspeitas ocorridas anteriormente em outras sessões, o que demonstra que essa não é a primeira vez que as profissionais agem de má fé.
Até o momento não houve um pronunciamento das partes acusadas.