Nesta quinta-feira (6), Priscilla, ex-cantora gospel, abriu seu coração sobre sua relação com o Carnaval e como, somente na fase adulta, soube aproveitá-lo da maneira que realmente gostaria. Ela marcou presença em um camarote na Sapucaí para assistir, pela 1ª vez em sua vida, os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro.
Em entrevista à Revista Quem, a artista afirmou que "se não fosse a pressão religiosa que vivia", teria curtido a folia muito antes dos 28 anos:
"Hoje, me vendo longe dessa pressão, eu posso finalmente fazer o que eu quero, o que eu sempre quis, que é, por exemplo, celebrar a cultura do meu país. Obviamente, nunca houve nada de errado com isso, mas hoje eu tenho a oportunidade de falar por mim, sem a pressão de nenhum ambiente, e estou muito feliz".
Também detalhou sua estreia nos camarotes do sambódromo e se encantou com a beleza da festa mais importante do país:
"É uma experiência incrível, muito emocionante, é uma presença muito grande, é muito forte. Eu acho que tem muita gente que vive isso, então a energia não tem como não ser boa, é maravilhoso, porque o coração de muita gente está aqui. Então, está sendo incrível", avaliou.
Reprodução: Rafael Strabelli/Quem
Além disso, Priscilla afirmou que quem faz a polêmica é o próprio intolerante ao ser questionada sobre estar frequentando celebrações de religiões majoritariamente de matriz africana, devido ao seu passado evangélico.
"Quem faz a polêmica é o intolerante. Fé é uma coisa pessoal, né? Então, não cabe a ninguém dar outra opinião por aí. [O Carnaval] é nosso, é da nossa cultura, é da tradição, então não pode ser ignorado. Independente da sua religião, isso aqui é o que faz parte da nossa cultura, a gente precisa ter conhecimento e celebrar todo mundo junto, independente de crença. E eu estou achando tudo maravilhoso, tudo lindo".
Enfatizou, ainda, a importância de tais representações religiosas no Carnaval para a identificação e enaltecimento da consciência racial no Brasil:
"O Carnaval é uma oportunidade de criar essa consciência, falar dessa consciência, e celebrar essa tradição, essa ancestralidade, que representa e significa muito para a maior parte da população".
Reprodução: Rafael Strabelli/Quem