Nesta sexta-feira (28), o Tribunal Superior da Catalunha, em decisão unânime, absolveu Daniel Alves pela condenação de estupro, cuja sentença eram de quatro anos e seis meses por ter estuprado uma jovem em uma discoteca em Barcelona, na Espanha. Como costume desde o início do caso, ele nega as acusações.
O ex-jogador já estava em liberdade provisória - cuja multa foi paga no valor de 1 milhão de euros - desde 2024, quando a Justiça catalã aceitou um recurso da defesa. Ao mesmo tempo, os juízes estavam analisando outro recurso apresentado pela Promotoria de Barcelona que pedia aumento de pena para Alves.
De acordo com informações exclusivas do G1, na sentença de hoje, os juízes entenderam que houve "falta de fiabilidade do depoimento" da vítima.
"O acórdão hoje notificado indica que a decisão recorrida já se referia à falta de fiabilidade do depoimento da autora na parte do relato que podia ser objetivamente verificada por se referir a factos registados em vídeo, “indicando expressamente que o que relata não corresponde à realidade", diz a sentença.
"O tribunal, assim, negou provimento aos recursos do Ministério Público — que requereu a anulação parcial da pena e, subsidiariamente, a majoração da pena para 9 anos — e da acusação particular — que requereu a majoração da pena para 12 anos — e absolveu os acusados, revogando as medidas cautelares impostas e declarando ex officio as custas processuais".
Desta forma, Daniel fica totalmente livre e sem qualquer acusação na Justiça espanhola. A defesa da vítima ainda não se pronunciou sobre a resolução do caso. Vale destacar que o depoimento dela foi o mesmo desde o início da denúncia, enquanto que o do brasileiro mudou três vezes ao longo do processo.