A atriz Lúcia Alves morreu nesta quinta-feira (24), aos 76 anos, após 10 dias internada em estado grave na Casa de Saúde São José, no bairro Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ela estava em tratamento contra um câncer de pâncreas e foi hospitalizada após apresentar forte falta de ar. Segundo informações da família, a atriz foi intubada e sedada no Centro de Terapia Intensiva (CTI), mas não resistiu às complicações.
Ícone da televisão brasileira, Lúcia deixou sua marca com personagens sensíveis e intensos. Ao longo da carreira, atuou também no teatro e no cinema, sempre com a mesma dedicação e emoção que a tornaram uma referência para novas gerações de atores.
Nascida em Belo Horizonte em 4 de outubro de 1948, Lúcia Alves iniciou sua carreira artística no cinema em 1965, no filme “Um Ramo para Luísa”. Sua estreia em novelas ocorreu na TV Tupi, em 1969, com “Enquanto Houver Estrelas”. A consagração veio em 1970, ao interpretar a índia Potira em “Irmãos Coragem”, de Janete Clair. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, destacou-se em diversas produções, como “Helena” (1975), “Plumas & Paetês” (1980), “Anos Dourados” (1986), “Barriga de Aluguel” (1990) e “O Cravo e a Rosa” (2000), onde interpretou a Dra. Hildegard. Seu último trabalho na TV Globo foi na novela “Joia Rara” (2013).
Reservada em relação à vida pessoal, Lúcia era mãe e avó, e mantinha uma rotina discreta fora das câmeras. Amada pelos colegas de profissão e pelo público, era reconhecida pela postura generosa nos bastidores e pela entrega a cada personagem. Sua morte representa uma grande perda para a cultura brasileira. O velório será fechado à família.