Em entrevista ao Portal Leo Dias, Erika Hilton (PSOL-SP) comentou a recente representação encaminhada pelo MBL (Movimento Brasil Livre) à Procuradoria-Geral da República. O movimento solicitou uma investigação sobre suposta ligação entre o PSOL e artistas associados ao crime organizado, citando o rapper Oruam.
A polêmica surgiu após uma interação entre Erika e o cantor nas redes sociais, em que ele perguntou aos seguidores como poderia se tornar uma figura representativa na luta das periferias.
Em resposta pública, Erika escreveu: “A transformação vem, principalmente, da organização coletiva. Não existe saída individual para problemas que são estruturais. Minha sugestão é que você se conecte com quem já constrói essa luta há anos, com coragem e compromisso nas favelas.” Ela ainda comentou, em entrevista, que não será “chutando” que se muda a realidade de jovens como Oruam, destacando que é necessário empatia e escuta ativa para transformar contextos de exclusão. comentou.
Após a repercussão, Erika esclareceu que desconhecia a origem do rapper: “Depois que tive conhecimento, acho que o tom não foi o mais adequado para uma interação entre nós, mas até onde sei ele não é parte de nenhuma facção, não é réu em nenhum processo. Eu não fiz nada mais que orientar ele a procurar movimentos de luta nas periferias. Não vejo como isso pode associar eu ou o PSOL a facções criminosas.” afirmou.
Erika ainda reforçou que a política precisa ser um instrumento de escuta e acolhimento. Segundo ela, criminalizar pessoas sem compreender seus contextos é um erro. A deputada afirmou que seguirá usando sua voz para ampliar espaços de escuta e mudança. Por fim, a deputada entendeu que a atitude do MBL foi movida por "má-fé, desonestidade e racismo", e baseada em uma "acusação infundada", caracterizou.