Adriane Galisteu abriu o jogo sobre sua relação com Ayrton Senna e os conflitos com a família do piloto durante participação na série Barras Invisíveis. A apresentadora relatou como se sentiu excluída ao longo dos anos das narrativas sobre Senna, reforçando que conviveu intensamente com ele fora dos holofotes. “Senna era engraçado, simples, ciumento, ariano, briguento. Era ainda melhor fora das pistas”, disse.
Ela ainda compartilhou como os parentes de Senna reagiram à mudança de comportamento dele durante o namoro. “A família só sabia lidar com o Ayrton focado, metódico, sério, que só usava a roupa do patrocinador, com a mãe que fazia a mala dele. Nesse um ano e meio que ficamos juntos, vimos a família dele três vezes. Nos reencontros, Ayrton estava com cabelo grande, barba por fazer [...] No auge da minha maturidade hoje, sei o quanto isso mexeu com eles. Porque eles conheciam um Senna de um jeito, e ao me conhecer, ele ficou de outro”, contou.
Galisteu também lembrou um episódio de atrito com a irmã do tricampeão, que ocorreu durante uma viagem em família. “A gente estava em Angra dos Reis, eu comentei com o Ayrton que os sobrinhos tinham entupido a privada, porque estavam aprontando. E ele discutiu com as crianças. A irmã dele me disse com todas as letras: 'Ele é um tricampeão mundial, não é homem para resolver problemas normais'. O Senna amou esse momento de poder exercer o papel de tio, de fazer algo comum, ele falou isso para mim” confessou.
Depois de ter sido quase ignorada na série da Netflix sobre o piloto, Adriane anunciou que está gravando um documentário que contará, pela primeira vez, sua versão completa da história que viveu ao lado de Senna nos anos 90.
“Vou continuar sendo indigesta e está tudo bem”.
O projeto busca preencher uma lacuna emocional na narrativa do ídolo nacional, mostrando um lado pessoal que poucos conhecem.