A equipe jurídica de Cíntia Chagas se manifestou nesta terça-feira (17) contra o pedido de prisão feito por Lucas Bove, ex-companheiro da influenciadora. Em nota enviada ao portal Metrópoles, a advogada Gabriela Manssur classificou o pedido como “descabido” e “juridicamente aberrante”, denunciando o uso do processo penal como forma de silenciar a vítima.
Segundo a defesa, o pedido feito por Bove é uma tentativa de inverter os papéis, colocando a vítima no banco dos réus. Manssur ainda afirmou que a manifestação de Cíntia representa um direito legítimo à liberdade de expressão, e que o processo estaria sendo usado de maneira indevida para constrangê-la. “É inadmissível que o sistema de Justiça se preste a esse tipo de manipulação”, alertou.
A nota ressalta que o episódio configura mais um caso de revitimização processual, comum em denúncias de violência de gênero. A defesa reforça que não aceitará que Cíntia seja punida por ter denunciado e exige que a Justiça atue com responsabilidade para não perpetuar ciclos de abuso.
Nota na íntegra:
“A pretensão de Lucas Bove de que Cíntia Chagas seja privada de sua liberdade com base em meras ilações e pela manifestação do pensamento revela-se absolutamente descabida — e juridicamente aberrante. O que se constata, com perplexidade, é o uso indevido do processo penal para fins de intimidação, em nítida tentativa de inverter os papéis entre agressor e vítima. Trata-se de mais um capítulo da revitimização processual, em que se busca colocar no banco dos réus a mulher que teve coragem de denunciar, enquanto o verdadeiro investigado tenta, por vias tortas, se esquivar das imputações que contra si recaem. É inadmissível que o sistema de Justiça se preste a esse tipo de manipulação, sob pena de se transformar em instrumento de perpetuação da violência de gênero”, finalizou a defesa.