Nesta quarta-feira (25), Sarah Andrade voltou a se pronunciar sobre a repercussão política que viveu após o BBB 21. A ex-sister relembrou os ataques que sofreu ao declarar-se de direita durante o reality — quando afirmou gostar de Jair Bolsonaro e interagir com publicações do então presidente nas redes sociais. À época, isso provocou seu “cancelamento” nas redes. Agora, ela afirma que esta será a última vez que abordará o assunto.
Andrade explicou que, embora tenha dito que era de direita, sua posição real é mais equilibrada: ela se considera de centro-direita, mas optou por simplificar.
"Por que eu disse que era de direita? Porque era mais fácil do que tentar explicar, pela milésima vez, que sou de centro-direita. Há quatro anos, quanto tentei explicar que a minha visão era centro-direita, vieram com aquele clássico, 'ah, ela está em cima do muro, querendo agradar a todo mundo. Fala logo quem você apoia'. Apontaram nomes de políticos, como se centro-direita fosse sinônimo de covardia e não de nuances. Ou seja, se você não entra na polarização, te empurram para um dos lados. Agora, para não me acusarem e ser isenta, sim, eu me joguei, e eu sou de direita. Mas a verdade é que eu sou mesmo é cansada!", explicou.
Demonstrando exaustão, a ex-BBB desabafou sobre o desgaste de precisar se justificar por seu posicionamento. Ela reforçou que esta será a última vez que abordará política em seu perfil e fez um apelo a quem insiste em julgá-la sem compreender os conceitos básicos.
"Estou cansada de ver gente discutindo política como se fosse um meme, cansada de rótulo raso, julgamento apressado e de gente que confunde posicionamento político com personagem de novela. Vamos fazer um favor para a internet e explicar o básico? 'Sarah, o que é esquerda?'. A esquerda acredita que o estado deve interferir mais, distribuir renda, oferecer programas sociais e corrigir desigualdades socais. A direita acredita que o estado deve interferir menos, que o mercado é o principal motor da economia e que o individuo tem mais responsabilidades pelas próprias escolhas. E o centro? O centro acredita que nenhuma dessas visões sozinha da conta de um país e busca um equilíbrio. O centro-direita acredita em liberdade econômica com responsabilidade social. Você pode empreender, investir e crescer, mas o estado também precisa olhar para quem precisa", disse.
Na parte final do desabafo, Sarah criticou os estigmas ligados às ideologias políticas e defendeu o respeito às diferenças de opinião.
"A grande verdade é que a maior parte das pessoas não faz ideia do que está criticando. Acha que ser de direita é ser automaticamente elitista, machista, homofóbico... E ser de esquerda é ser comunista, à toa, vagabundo... O problema é que virou moda cancelar quem pensa diferente, mesmo que você tenha explicado. Hoje, pela última vez, resolvi explicar. Mas não espere que esse perfil vai virar político porque não vai. Não vou fazer análise de debate eleitoral. Essa é a única e última vez que falo de política por aqui. Para finalizar, queria te pedir uma coisa, se for para te incomodar com o meu posicionamento, que pelo menos seja pelo motivo certo. Ser cancelada por um rótulo que nem você entende, daí já é pedir demais. Independentemente do lado que você esteja, estude, questione, pense com a própria cabeça e respeite o coleguinha que pensa diferente. Política não é time e você é um ser humano e não um animal irracional. Ah e ano que vem, faça o seu papel, e vote com responsabilidade", finalizou.