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Maya Massafera chora e denuncia agressão transfóbica em festival europeu
Influenciadora foi empurrada por segurança que afirmou que “não é lugar para mulher trans”; pergunta por que isso acontece continua sem resposta
27/06/2025 13h11 Atualizada há 1 ano
Por: Natália Raquel
Maya Massafera. Foto:reprodução/Instagram

A influenciadora trans Maya Massafera não conteve as lágrimas ao relatar nas redes sociais que foi agredida por um segurança durante o Festival Keinemusik, na Europa. Segundo ela, foi empurrada e xingada, com o agressor afirmando que o evento “não é lugar para mulher trans”.Em vídeo publicado no Instagram na quinta-feira (26/6), Maya aparece emocionada enquanto confronta o segurança responsável:“Fui agredida aqui no festival. Os seguranças disseram que aqui não é lugar para mulher trans.”

A youtuber revelou que tentou obter apoio dos organizadores, sem sucesso. Quando procurou ajuda junto a policiais presentes no evento, ouviu a sugestão de que “seria melhor ela sair do evento” para evitar novos incidentes. Em desabafo, Maya questionou com indignação:“Por que sou trans? A culpa é toda minha, eu sou uma trans que fui agredida?”

 
 
 
 
 
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Ela relatou ter sido empurrada até romper as unhas em gel ao revidar, defendendo-se por impulso. Graças ao apoio de um amigo presente, a situação não evoluiu para algo mais grave. A influenciadora, visivelmente abalada, afirmou que precisou procurar ajuda terapêutica para lidar com o trauma.

O caso expõe o preconceito persistente enfrentado por mulheres trans mesmo em espaços culturais e liberais. A violência verbal e física é reflexo de uma sociedade que ainda falha em reconhecer a identidade das pessoas trans como legítima. A reação dos policiais ao aconselhar Maya a sair do local evidencia também falta de preparação para lidar com casos de transfobia. O relato de Maya Massafera acende alerta sobre a urgência de políticas públicas e culturais que garantam a segurança e o respeito às pessoas trans em eventos e na sociedade em geral. O silêncio das autoridades envolvidas reforça a necessidade de responsabilização e mudança real de comportamento.