Nesta sexta-feira (27), Wagner Moura celebra 49 anos de vida — e de uma trajetória que poderia muito bem virar roteiro de cinema. Nascido em Salvador, o ator, diretor, roteirista e produtor é um dos nomes mais respeitados da dramaturgia brasileira, com brilho que atravessou fronteiras e conquistou Hollywood.
Wagner começou no teatro, mas foi na televisão que o Brasil passou a conhecer seu talento. No início dos anos 2000, se destacou em novelas e minisséries da Globo, como Paraíso Tropical e JK. No entanto, foi com o icônico Capitão Nascimento, dos filmes Tropa de Elite (2007 e 2010), que seu nome ficou cravado na história do cinema nacional. A atuação intensa rendeu prêmios, aclamação popular e a certeza de que ali nascia um fenômeno.
Curioso, inquieto e sempre buscando desafios, Moura não se acomodou. Foi o primeiro brasileiro indicado ao Globo de Ouro por um papel falado em espanhol, ao interpretar o temido Pablo Escobar na série Narcos, da Netflix — projeto que o levou a aprender o idioma em tempo recorde e que expandiu ainda mais seu alcance internacional.
Mas Wagner não é só frente das câmeras. Em 2021, estreou como diretor com o longa Marighella, uma cinebiografia sobre o guerrilheiro Carlos Marighella. O filme enfrentou resistência política, mas foi aclamado pela crítica e ovacionado em festivais.
Fora das telas, Moura é conhecido por seu ativismo político, sua defesa dos direitos humanos e por sempre colocar o Brasil em pauta — seja na arte, seja nas ideias.
Entre curiosidades da vida do ator: ele é formado em Jornalismo, toca guitarra, é fã de literatura russa e já se apresentou em palcos internacionais ao lado de Seu Jorge, seu grande amigo. Discreto quanto à vida pessoal, é pai de três filhos com a fotógrafa Sandra Delgado, sua parceira de longa data.
Aos 49, Wagner Moura segue desafiando padrões, abrindo caminhos e escrevendo uma das carreiras mais admiradas da dramaturgia brasileira. Um artista que representa não apenas talento, mas também coragem, consciência e brasilidade em cada projeto.