Marisa Orth abriu o jogo sobre o ensaio que protagonizou para a revista Playboy em 1997. A atriz, de 61 anos, participou do programa "Roda Viva" e contou detalhes sobre a experiência, desde a decisão até as consequências na sua vida pessoal.
O que eu tenho de mais notável é a minha capacidade de explicitar as coisas. Todo mundo manda nudes hoje. Todo mundo tem essa vontade desde que nasceu. É natural que um exibicionismo, um voyeurismo dê tesão. A gente quer se ver bonita e saber que está sendo admirada.
Ela relembrou que sempre achou a revista “a coisa mais linda” e tinha vontade de fazer poses como as das propagandas. Ainda assim, levou um ano para tomar a decisão:
Nossa, essa me tirou o sono! Fiquei muito nervosa. Eu tonteava de vergonha no meio da rua... Mas foi uma experiência muito bacana.
Apesar do sucesso — a edição com Marisa Orth foi a 6ª mais vendida da história da Playboy, com 835 mil cópias —, o ensaio não teve impacto positivo na autoestima da artista. “Não me acho muito bonita. Não adiantou nada para melhorar a autoestima. Eu tinha inveja da minha própria Playboy. Eu dizia: ‘Isso que é mulher, não é aquilo que eu tenho lá em casa’.” Por fim, ela refletiu sobre o que realmente contribui para a construção da autoestima:
Autoestima quem dá é pai e mãe, infância, terapia, um bom companheiro, você mesmo, com um trabalho interno. Não é a Playboy quem vai te dar autoestima, ao contrário, você vai falar: ‘Ai, eu devia ter mais bunda’.