Exclusivas CRÔNICA
O que mais falta Justin Bieber fazer?
De surpresa, cantor canadense lança álbum mais introspectivo e divide opiniões
16/07/2025 21h36 Atualizada há 1 ano
Por: Flávio Melo
Foto: Reprodução

Por muito tempo, Justin Bieber foi o garoto rebelde do pop. Cresceu diante das câmeras, virou meme, manchete, preocupação mundial, mas resistiu. Em 2025, ele ressurge mais calado, mais maduro — e com um novo disco que parece sussurrar em vez de gritar.

“Swag”, seu sétimo álbum de estúdio, deu sinais antes mesmo de ser lançado. Teve postagens enigmáticas, vídeos soltos, pistas espalhadas aqui e ali. Um quebra-cabeça montado aos poucos. O resultado? Um trabalho que não busca recordes, mas sim soar verdadeiro. E nisso, Bieber acerta em cheio.

O som é uma mistura ousada. Tem o R&B que ele domina, porém agora com pitadas de folk, country e pop oitentista. “Sweet spot” é um bom exemplo: soa como se os Biebers de “Purpose” e “Journals” tivessem marcado um café e escrito uma canção juntos.

Claro, “Swag” não é perfeito — e essa talvez seja justamente a sua graça. Nada ali tenta ser impecável. Para alguns críticos, as 21 faixas entediantes. Para outros, o álbum promete mais do que entrega. Minimalismo de sobra, refrões de menos. Uma playlist que flui tão suave, que, às vezes, você nem nota que a música mudou.

Mas quando acerta, o disco brilha. “Daisies” e “Too Long” são viciantes. “Go baby” pede olhos fechados e um respiro longo. “Butterflies” mostra o quanto Bieber cresceu como cantor. E o feat com Lil B, “Dadz love”, pode não lembrar em nada o garoto de franjas, mas é exatamente aí que mora a alma do álbum: desapego, liberdade e confissões.

No fim, "Swag" não tenta relançar Bieber com fogos de artifício. É quase um diário. Um convite sincero para conhecê-lo nessa nova fase. E vindo de quem passou a vida tentando ser o que os outros esperavam, isso já é, por si só, um ato de coragem.