A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, na noite de segunda-feira (21), nova operação na casa do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, localizada no Joá, zona oeste da capital fluminense. Segundo a corporação, o imóvel foi palco da segunda ocorrência, em menos de seis meses, envolvendo membros do Comando Vermelho (CV).
Durante a ação, um adolescente apontado como segurança do traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, foi apreendido ao sair da residência. Com ele, estavam um celular e um cordão. No momento da abordagem, outros quatro indivíduos o acompanhavam.
A polícia informou que, ao perceberem a presença dos agentes, Oruam e mais oito homens surgiram na varanda e reagiram com insultos e agressões. Foram arremessadas pedras contra os policiais. Um dos envolvidos teria afirmado ser filho de Marcinho VP, apontado como um dos líderes do CV, numa tentativa de intimidação.
Após confronto, os agentes entraram na casa, onde um dos homens foi preso em flagrante por desacato, resistência, lesão corporal, ameaça, dano e associação para o tráfico.
Oruam, por sua vez, fugiu do local. Em seguida, publicou vídeos nas redes sociais denunciando suposto abuso policial. “Tem mais de 20 viaturas na porta da minha casa. O mesmo delegado que me prendeu botou a pistola na minha cara e tentou me prender. Nós conseguiu sair”, declarou.
Em outro vídeo, o artista aparece em um carro e desafia as autoridades: “Vem aqui me pegar no complexo.” A publicação foi geolocalizada no Complexo da Penha, na zona norte.
Na manhã desta terça-feira (22), o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, informou à TV Globo que Oruam será indiciado por associação para o tráfico de drogas, resistência qualificada, dano ao patrimônio público e desacato. A defesa do artista ainda não se pronunciou.