A Polícia Civil da Paraíba abriu um inquérito após uma declaração polêmica feita pelo padre Danilo César. Durante uma missa realizada no último final de semana, o sacerdote da cidade de Areial foi acusado de intolerância religiosa após debochar da morte da cantora Preta Gil, que faleceu aos 50 anos vítima de câncer.
Na ocasião, durante o sermão, o padre afirmou que os orixás não "ressuscitaram" a artista. Ele chegou a questionar as religiões de matriz africana, como o Candomblé, dizendo:
“Porque Deus sabe o que faz. Se for pra você morrer, vai morrer, e Deus sabe que a morte é o melhor pra você. Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás. Cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”
Em seguida, o sacerdote ainda afirmou que cristãos que buscam “forças ocultas” deveriam ser levados pelo diabo.
Nas redes sociais, além de inúmeros internautas, a Associação Cultural de Umbanda, Candomblé e Jurema Mãe Anália Maria de Souza emitiu uma nota de repúdio à declaração:
“Deus é amor e respeito ao próximo, onde infelizmente esse senhor que se diz sacerdote prega o ódio e o preconceito e ainda amedronta em pleno culto em sua igreja”, diz um trecho da nota.
A apresentadora Bela Gil, irmã da cantora, também se pronunciou em seu perfil nas redes sociais:
“É cada absurdo que a gente precisa ouvir... Seu padre desrespeitoso”, escreveu ela.