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Após sanção dos EUA, Alexandre de Moraes reage a vaias com gesto obsceno na Neo Química Arena
Ministro do STF foi ao estádio acompanhar vitória do Corinthians horas após ser incluído na lista da Lei Magnitsky; imagem no camarote gerou críticas nas redes e no meio político
31/07/2025 10h46
Por: Natália Raquel
Alexandre de Moraes, ministro do STF. Foto: Victor Piemonte/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), esteve na Neo Química Arena na noite desta quarta-feira (30) para assistir à vitória do Corinthians sobre o Palmeiras, por 1 a 0, na ida das oitavas de final da Copa do Brasil. A presença ocorreu no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos anunciou sanções contra o magistrado, com base na Lei Magnitsky.

Durante o jogo, Moraes foi vaiado por parte da torcida e respondeu com um gesto obsceno, captado por uma câmera no camarote. A imagem viralizou nas redes sociais e provocou reações no meio político. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a atitude: “Isso é postura de ministro sancionado?”. O ex-assessor de Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, também se manifestou: “Se fosse o ex-presidente, haveria escândalo internacional”.

Sorridente e de mãos dadas com a esposa, Viviane Barci de Moraes, o ministro foi abordado por torcedores antes de entrar no camarote e respondeu com o tradicional bordão: “Vai, Corinthians!”. Moraes tem histórico de apoio ao clube e, em 2024, participou de uma campanha organizada pela Gaviões da Fiel para arrecadar recursos destinados à quitação da dívida do estádio.

Alexandre de Moraes na Arena!🏴🏳

Ministro do STF acompanha o Timão na Neo Química Arena, em jogo válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil contra o Palmeiras

🎥 Ciro Hey/ Central do Timão pic.twitter.com/6HO2LxkMz1

— Central do Timão (@centraldotimao) July 31, 2025

 

 

Repercussão internacional

Horas antes do jogo, o Tesouro dos EUA oficializou a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes. A medida, tomada por decisão do Executivo americano, impõe restrições financeiras e tecnológicas a indivíduos considerados violadores de direitos humanos ou envolvidos em corrupção. Não há exigência de processo judicial para sua aplicação.

O informe norte-americano inclui dados pessoais do ministro, como número de passaporte, data de nascimento e identidade. A medida complica seu acesso a sistemas bancários e plataformas internacionais.

Planalto reage

Em nota oficial, o governo brasileiro repudiou a decisão dos EUA e expressou solidariedade ao magistrado. “O Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O texto também afirma que “qualquer tentativa de enfraquecer o Judiciário constitui ameaça ao regime democrático” e responsabiliza "políticos brasileiros que traem a pátria" por articulações que levaram às sanções.