A defesa de Oruam se manifestou publicamente após a Justiça do Rio aceitar uma denúncia contra o rapper por tentativa de homicídio qualificado. Em nota enviada à imprensa, os advogados classificaram a reclassificação do caso como uma “manobra jurídica infundada” e falaram em “perseguição de caráter pessoal”.
Inicialmente, o artista havia sido acusado por tráfico de drogas e associação para o tráfico, mas o Ministério Público entendeu que ele e outros envolvidos agiram com intenção de matar os agentes ao jogarem pedras durante uma operação policial. Para os advogados, a denúncia carece de base concreta e estaria sendo usada como instrumento de criminalização midiática.
“Claramente motivada por interesses midiáticos e não por aspectos concretos e técnicos”, diz o comunicado, que também aponta “alegações frágeis e artificiais” na condução do caso. A defesa ainda nega que os policiais tenham corrido risco real de morte e acusa os agentes de agressões físicas, xingamentos e ameaças armadas dentro da casa do cantor.
A confusão aconteceu em 22 de julho, quando a polícia foi cumprir um mandado de busca e apreensão contra um menor que estaria na casa de Oruam. Após a prisão do jovem, o cantor e outras sete pessoas teriam arremessado pedras contra os policiais, que precisaram se abrigar na viatura. Oruam chegou a ficar foragido, mas se entregou horas depois.