Whindersson Nunes voltou a falar abertamente sobre o uso de drogas durante participação no podcast de Pamela Magalhães. O humorista refletiu sobre o preconceito em torno do tema e as motivações que levam tantas pessoas a recorrerem a substâncias psicoativas, naturais ou sintéticas.
“O que importa muito não é a droga, é a emoção da pessoa”, pontuou ele. “O problema é: ‘ah, morreu o meu gato’. E aí corre para droga para poder amenizar aquilo. E aí quando você entra nessa é difícil sair. Esse é o problema. É assim desde sempre, é que agora tem mais pesquisa.”
Whindersson, que já revelou fazer uso de maconha, falou sobre o que considera ser um uso consciente e ritualístico em contraponto ao consumo desavisado. “Se você usasse para alguma coisa que te fizesse bem, ia ser melhor”, disse. “A droga é um componente que existe e que as pessoas sabem o efeito. No geral, quando uma pessoa toma alguma coisa desavisada, vai ter uma coisa…”
Em outro momento, ele comparou o uso tradicional de substâncias como a ayahuasca ao consumo de drogas sintéticas. “Tem o DMT, que é o que o indígena usa na ayahuasca. E tem o LSD que é a mesma propriedade, só que alguém cria em algum fundo de quintal e fala assim: ‘Quem tomar essa p*rra aqui vai ter uma viagem cruel’, e aí algum desavisado lá na rave põe na boca e vai parar no hospital.”
O comediante ainda ironizou sobre a forma como a sociedade distingue drogas e remédios. “Se tivesse a ayahuasca em pílula na drogaria, já não seria droga, seria remédio. Isso muda para as pessoas. Mas remédio (também) é droga, remédio para dormir é droga. Não faz mais efeito? Vou tomar dois, vou tomar três. Tá se drogando.”
Encerrando a reflexão, ele também citou o uso recreativo de drogas em meios onde o tema costuma ser tratado como tabu: “Tem gente que fala ‘não sou da turma do pó’, mas conheço o mundo das pessoas… E quando as pessoas têm intimidade e acham que confiam em você, eu sei que muita gente faz isso, inclusive do meio da medicina, do meio artístico.”